Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Filipenses 1:21

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CONHECENDO OS MÁRTIRES DA IGREJA

 INTRODUÇÃO
 Tertuliano, um dos Pais da Igreja dizia que o sangue dos mártires era o adubo para o crescimento da igreja. Quanto mais os crentes eram massacrados, mais eles cresciam em número. Quanto mais se proibia o cristianismo, mas as pessoas reconheciam a Cristo como Senhor e Salvador, vindo com isso a morrer por sua fé. Segundo o escritor e pastor James Kennedy houve até os nossos dias cerca de 40 milhões de mártires cristão. A maioria dessas mortes acorreu neste século. Vejamos os martírios mais marcantes da história:
OS APOSTOLOS E DISCIPULOS PRIMITIVOS
1) ESTEVÃO
 Foi o primeiro mártir da igreja cristã, e de acordo com a Bíblia ele foi apedrejado (At 7.54-60). Ele morreu orando e suas últimas palavras foram "Senhor Jesus, recebe o meu espírito". João Calvino, reformador do século XVI, comenta essa oração de Estevão dizendo: "A nós convém, juntamente com Davi (Sl 31.1), entregar as nossas almas nas mãos de Deus diariamente, enquanto estivermos nesse mundo, visto que somos cercados por um milhar de mortes, a fim de que Deus possa livra-nos de todos os perigos; porém, quando tivermos realmente de morrer, e formos chamados para o outro lado da existência, então teremos que voar apoiados nessa oração - Que Cristo receba o nosso espírito. Pois ele entregou o seu próprio nas mãos do Pai, com esse propósito, o de guardar-nos para sempre. Isso serve de consolo inestimável. Essa esperança deve encorajar-nos a sofrer a morte com paciência".

2) TIAGO O MAIOR, IRMÃO DE JOÃO
 Tiago, irmão de João, foi o primeiro dos apóstolos a ser morto por causa da Palavra de Deus. Ato 12.2 nos informa que ele foi decapitado, a mando do rei Herodes Agripa I. Clemente de Alexandria, um dos pais apostólicos, conta-nos detalhes de sua morte. Diz ele que ao ser conduzido ao local de seu martírio, seu acusador foi levado ao arrependimento e, caindo aos pés de Tiago, pediu-lhe perdão. Logo após, confessou-se cristão e foi morto juntamente com aquele que antes o havia acusado. Juntos foram decapitados.

3) TIAGO IRMÃO DO SENHOR E BISPO DE JERUSALÉM
 Tiago, irmão do Senhor e autor da carta que leva o seu nome, com 99 anos foi espancado e apedrejado pelos judeus até a morte. Isso se deu no ano de 63 d.C. Os judeus lhe ordenaram que de uma das galerias do templo clamasse que Jesus de Nazaré não era o Messias. Mas em vez de falar assim, ele anunciou à multidão que Cristo era o Filho de Deus, e juiz do mundo. Então os seus inimigos enraivecidos o lançaram ao chão, e o moeram com pancadas. Não estando ainda completamente morto, acabaram de matá-lo com pedradas, enquanto ele orava pelos seus inimigos.

4) SIMÃO PEDRO
Pedro foi condenado em Roma a ser crucificado. Hegésipo, um escritor primitivo, conta que o povo, ao perceber que Nero procurava razões contra Pedro para matá-lo, rogou insistentemente ao apóstolo que fugisse da cidade. Persuadido pela insistência deles, ele dispôs-se a fugir. Ao chegar, porém, à porta, viu o Senhor Jesus Cristo que vinha ao seu encontro. Adorando-o, Pedro indagou: "Senhor, aonde vais? Ao que ele respondeu: "Vou ser crucificado de novo".  Pedro, ao dar-se conta de que era de seu sofrimento que o Senhor falava, voltou a cidade. Jerônimo afirma que ele foi crucificado de cabeça para baixo, por petição própria, por julgar-se indigno de ser crucificado da mesma maneira que o seu Senhor.

5) PAULO DE TARSO
O apóstolo Paulo também foi martirizado em Roma. Abidias, um historiador primitivo, conta-nos que quando foi dada a ordem de execução de Paulo, o imperador enviou dois soldados para dar-lhe a notícia que ele seria morto. Diz esse historiador que o nome desses soldados eram Ferege e Partemio. Ao chegarem a Paulo pediram oração para que também cressem. Paulo garantiu-lhes que em breve creriam e seriam batizados diante de seu túmulo. De acordo com a maioria dos historiadores cristãos, Paulo foi retirado de um calabouço em Roma para a execução.  2º Tm 4.13, nos mostra que o apóstolo Paulo estava em um lugar úmido e sentia muito frio, por isso Pediu que lhe enviassem sua capa de inverno.

6) ANDRÉ, IRMÃO DE SIMÃO PEDRO
André, irmão de Simão Pedro, pregou o evangelho  a muitas nações da Ásia. Em Édesa foi crucificado de forma transversal. As extremidades de sua cruz foram fixadas transversalmente no solo. Daí o nome de cruz de santo André.

7) BARTOLOMEU
Era natural de Caná da Galiléia, homem de bom caráter, recebendo por isso o elogio de Jesus Cristo. foi um pregador que viajou para vários paises e por último, foi cruelmente açoitado e crucificado pelos idólatras da Armênia.

8) APÓSTOLO JOÃO
Por ordem do imperador Tirano, foi lançado numa caldeira de azeite fervendo e por um milagre saiu ileso. Depois disso foi desterrado para a ilha de Patmos a fim de trabalhar nas minas de carvão. Em Patmos lhe foi revelado as profecias dos últimos dias: o Apocalipse. Depois da morte do imperador, João foi solto e voltou para Éfeso de onde escreveu o evangelho que leva o seu nome e as três cartas que também levam o seu nome. Morreu de forma natural em avançada idade.

9) TIMÓTEO
Segundo a tradição eclesiástica Timóteo foi o primeiro bispo de Éfeso e diz que ele morreu ali martirizado quando João estava exilado na ilha de Patmos. Ele foi morto a pauladas por uma turba de idolatras que se encaminhavam para o templo para oferecerem sacrifícios aos deuses.
Você sabe qual era o crime ou o erro dos cristãos primitivos?
 Uma carta do governador Plínio ao imperador Trajano, nos primórdios do Cristianismo, mostrando o crime dos cristãos, responde a essa pergunta:
 "Todo o crime ou erro dos cristãos se resume nisto: têm por costume reunirem-se num certo dia, antes do romper da aurora, e cantarem juntos um hino a Cristo, como se fosse um Deus, e se ligarem por um juramento de não cometerem qualquer iniqüidade, de não serem culpados de roubo ou adultério, de nunca desmentirem a sua palavra, nem negarem qualquer penhor que lhes fosse confiado, quando fossem chamados a restitui-los. Depois disso feito, costumavam-se separar-se e em seguida reunirem-se de novo, sem a menor deserdem. Depois dessas informações julguei muito necessário examinar, mesmo por meio de tortura, duas diaconisas, mas nada descobri a não ser uma superstição má e excessiva."

10) INÁCIO DE ANTIOQUIA
 A tradição diz que ele conheceu Pedro e foi ordenado bispo de Antioquia pelo apóstolo João. Foi condenado pelo imperador Trajano a ser lançado as feras em Roma. Enquanto atravessava a Síria a caminho de Roma, ele escreveu várias cartas. Em uma delas ele diz: "Desde a Síria até Roma estou lutando com feras por terra e por mar, de noite e de dia sendo levado preso por dez soldados cuja ferocidade iguala a dos leopardos, e os quais, mesmo quando tratados com brandura, só mostram crueldade. Mas no meio destas iniqüidades, estou aprendendo... Coisa alguma, quer seja visível ou invisível, desperta a minha ambição, a não ser a esperança de ganhar a Cristo. Se o ganhar, pouco me importará que todas as torturas do demônio me acometam, quer seja por meio do fogo ou da cruz, ou pelo assalto das feras ou que os meus ossos sejam separados uns dos outros e meus membros dilacerados, ou todo o meu corpo esmagado.". Quando chegou em Roma o lançaram na arena com os leões, e ele disse: "Sou, como o trigo debulhado de Cristo, que precisa de ser moído pelos dentes das feras antes de se tornar em pão.". Depois disso foi comido pelos leões e recebido na glória pelo leão da tribo de Judá.

11) POLICARPO, BISPO DE ESMIRNA
Policarpo foi o discípulo pessoal do apostolo João, era homem muito consagrado e foi o principal pastor da Igreja de Esmirna. Nasceu em 69 d.C. e morreu em 159 d.C. Escreveu Duas cartas à igreja de Filipos conservadas até o dia de hoje.
 Diz a história que ele ao entrar na arena para ser morto ouviu uma voz do céu que dizia: "Sê forte Policarpo! Se homem". Ele foi condenado à fogueira e quando o fogo acendeu não teve poder de queima-lo, por fim o mataram a golpes de espada.Depois de preso por pregar o evangelho, foi inquirido a amaldiçoar à Cristo no que ele respondeu: "Por 86 anos tenho sido servo de Cristo, e ele nunca me fez mal algum. Como posso blasfemar de meu Rei, que me salvou?".


12) FELICIDADE E SEUS FILHOS
Marco Aurélio assumiu o trono em 161 d.C. e no ano 180 começou de novo as perseguições. Um dos martírios que mais impacto causou em Roma foi a de Felicidade e seus sete filhos. Ela foi acusada de ser cristã e o prefeito da cidade a ameaçou de morte, mas ela disse: "Viva, eu te vencerei; se me matares, em minha própria morte te vencerei ainda mais.". Todos os seus filhos morreram na sua frente. O mais velho foi espancado até a morte. Dois foram golpeados por clavas. O quarto foi jogado do despenhadeiro. Três foram degolados. Por fim depois de muita tortura, ela foi decapitada.

13) PERPÉTUA, A JOVEM
 No reinado de Severo foi martirizada Perpétua, uma senhora casada, de 22 anos, de boa família e mãe de uma criança, era nova convertida, saída do paganismo. Nem com as suplicas de seu pai, ela negou a cristo.
Nesse dia conduziram-na para fora com o irmão, e outra mulher chamada felicidade e as duas foram atadas em redes, e lançadas a uma vaca brava. Os ferimentos de Perpétua não foram mortais, e a população farta, mas não saciada pela vista do sangue, disse ao algoz (carrasco, indivíduo cruel) que aplicasse o golpe da morte.
 Como que despertando de um sonho agradável, Perpétua chegou a túnica mais a si, levantou o cabelo que lhe caíra pelas costas abaixo, e depois de ter dirigido com voz fraca algumas palavras de animação a seu irmão, guiou ela mesma a espada do gladiador para o coração, e assim expirou."

14) BISPO BASÍLIO
 O bispo Basílio foi um dos que pereceram nas mãos de Julião. Foi encarcerado e ameaçado de morte. Julião o interrogou pessoalmente. Basílio nesse interrogatório predisse a morte do imperador e disse-lhe ainda do tormento que lhe sobreviria na outra vida. Encolerizado Julião ordenou que o corpo desse seguidor de Cristo fosse descarnado a cada dia, em sete diferentes partes, até que sua pele e carne ficassem totalmente destroçadas.

15) ARTÊMIO, COMANDANTE ROMANO
 Artêmio, comandante das forças romanas no Egito, foi privado de seu mandato por ser cristão; logo teve seus bens confiscados e foi decapitado. Na palestina muitos foram queimados vivos; outros arrastados pelos pés através das ruas, despidos, até expirar. Alguns foram feridos até morrer; apedrejados e outros sofreram espancamento na cabeça, até perder os miolos. Em Alexandria, foram muitos os cristãos que morreram pela espada, pelo fogo, pela crucificação e pela decapitação.

16) HERMENEGILDO
 Em 586, o rei Leovigildo mandou matar o próprio filho, o príncipe Hermenegildo, por renunciar a fé ariana e converter-se ao genuíno evangelho. Ele foi decapitado por ordem do próprio pai por não receber a eucaristia das mãos de um bispo ariano em 13 de abril de 586 d.C.

17) JUAN
Foi bispo de Bérgamo, em Lombardia. Era erudito e bom cristão. Empenhou todos os esforços possíveis para retirar da igreja os erros do arianismo. Teve grande êxito contra os hereges e por isso foi assassinado no dia 11 de julho de 683 d.C.

18) KILLIAN
 Nasceu na Irlanda e recebeu de seus pais uma educação piedosa e cristã. Obteve a licença da igreja de Roma para pregar aos pagãos da Alemanha. Em Wurtburg converteu o governador Gozberto, cujo exemplo foi seguido pela maior parte do povo durante os anos seguintes. Quando, porém Killian persuadiu o governador Gozberto de que seu matrimônio com a viúva de seu irmão era pecaminoso, este ficou irritado e mandou matá-lo. Era o ano de 689 d.C. Em 854, quarenta e duas pessoas, na alta Frigia, foram martirizadas pelos sarracenos.

19) JOHN HUSS
 De origem camponesa e humilde, Huss nasceu na Boêmia em 1373 e só aos 13 anos entrou para a escola elementar. Cinco anos mais tarde entrou para a universidade de Praga e em 1398 alcançou o grau de Bacharel em Divindade, sendo consagrado pastor da igreja de Belém, em Praga. A partir desse púlpito católico, Huss começou a pregar a genuína palavra de Deus, o que lhe gerou muitas perseguições. Foi convocado pelo papa a comparecer em Roma. Recusou-se e foi excomungado. A semelhança de Wycliffe, Huss atacou várias doutrinas erradas da igreja romana como; a venda de indulgências, a veneração de imagens, o vício do papa, dos cardeais, e do clero. Suas idéias provocaram a ira do papa que o convocou a comparecer ao Concílio de Constância com um salvo-conduto do imperador. O salvo-conduto, porém, não foi cumprido e suas idéias foram condenadas. Foi-lhe dada à oportunidade de se retratar, não negando, porém a sua fé. Foi queimado na fogueira com uma coroa de papel decorada com diabinhos com a seguinte frase: "Coroa de Hereges".
 Finalmente aplicaram o fogo à lenha, e então o nosso mártir cantou um hino com voz tão forte e alegre que foi ouvido através do crepitar da lenha e do estrondo da multidão. Finalmente a sua voz foi calada pela força das chamas, que logo puseram fim à sua existência na terra.

20) JERÔNIMO SAVONAROLA
 Nasceu em Florença, Itália e pregava como um dos antigos profetas da Bíblia para vastas multidões que enchiam sua catedral. Seus sermões eram contra a sensualidade e o pecado da cidade e também contra os vícios do papa. A cidade se arrependeu e se reformou, mas o papa Alexandre VI procurou, de todos os modos, silenciar o virtuoso pregador.
 Foi enforcado e queimado na grande praça de Florença. Isso aconteceu dezenove anos antes das 95 teses de Lutero serem colocadas na catedral de Wittenberg. Esse homem de Deus nos deixou o exemplo de como ser fervoroso mesmo em meio uma sociedade totalmente corrompida. Todos esses homens anteciparam o espírito e a obra dos reformadores.

21) JERÔNIMO DE PRAGA
 Foi conterrâneo de Huss e nasceu na cidade de Praga. Teve acesso às obras de Wycliffe e ao ver o progresso que a obra de Huss teve na Boêmia, foi ajudá-lo. Chegou na Boêmia, três meses antes de Huss ser morto. Foi preso pelo duque Sultsbach, que o levou com correntes pelo pescoço sendo lançado em uma masmorra imunda onde ficou por 340 dias, sem luz e quase morto de fome. As acusações que pesavam contra ele eram: 1º Ridicularizar a autoridade papal; 2º fazer oposição ao papa; 3º Ser inimigo dos cardeais; 4º Ser perseguidor dos prelados; 5º Foi acusado de aborrecedor da religião cristã.
 Como Huss, sua condenação foi ser queimado em praça pública. Prepararam-lhe umas coroas de papel, pintada com demônios na cor vermelha, o que vendo disse: "O Nosso Senhor, quando sofreu a morte por mim, que sou o mais miserável dos pecadores, levou sobre a sua cabeça uma coroa de espinhos; por amor a ele, levarei esta coroa também." Quando atearam fogo, cantou um hino e suas últimas palavras foram: "A ti, Cristo, ofereço esta alma em chamas".

22) JOHN BROWN
 Em 1517 foi acusado de heresia. Sua condenação foi ser queimado vivo. Antes de queimá-lo, os arcebispos de Rohester, fizeram com que seus pés fossem queimados até que toda a carne se desprendesse, e os ossos ficassem expostos. Fizeram isso para forçá-lo a retratar-se; porém ele persistiu em sua fé e devido a isso, foi preso à estaca e queimado.

23) THOMAS MANN
  Era um cristão bem quisto pela comunidade. Foi acusado de fazer declarações contrárias ao culto das imagens e as peregrinações católicas sendo queimado em Londres em 1519.

24) THOMAS HARDING
 Foi acusado junto com sua esposa de praticar heresia, somente por não aceitar a doutrina da transubstanciação. Foi condenação a ser queimado. Ao ser levado ao local do suplicio, um dos espectadores rompeu o seu crânio com um porrete. Os sacerdotes premiaram a todos os que traziam madeira para a fogueira, com uma indulgência para pecar por 40 dias.

25) JONH HOOPER
  Foi um dos reformadores ingleses e era bispo de Gloucester. Era fervoroso em seu ensino, eloqüente em sua palavra, perfeito na citação dos textos Bíblicos, infatigável na sua tarefa, exemplar em sua vida pessoal. No dia 29 de janeiro de 1555, foi condenado por ensinar heresia. Sendo condenado à fogueira suas últimas palavras foram: "Senhor Jesus, tenha misericórdia de mim. Senhor Jesus recebe o meu espírito".

26) WILLIAM TYNDALE
Foi conterrâneo e amigo de Lutero. Muitos o colocam como pré-reformador, mas é inegável que ele teve uma grande participação de maneira direta na reforma protestante. Tyndale foi um fiel ministro do Senhor que nasceu em um local próximo à fronteira do país de Gales. Foi criado desde sua infância na universidade de Oxford, onde, por sua longa permanência, cresceu tanto no conhecimento dos idiomas e das outras artes liberais, como na prática das Escrituras, às quais a sua mente estava muito apegada. Aos 30 anos fez uma promessa que haveria de traduzir a Bíblia diretamente dos originais para o inglês, com o objetivo de que, todo povo desde o camponês até a corte real pudessem ler e compreender as Escrituras em sua própria língua. Em 1525, a tradução do Novo Testamento estava completa. Em pouco tempo mais de seis mil cópias estavam nas mãos do povo. Isso gerou uma grande perseguição da igreja Romana sobre a sua vida, até que em maio de 1535 foi preso. Um ano depois saiu a sua condenação. No dia seis de outubro de 1536, foi levado ao lugar da execução. Foi amarrado à estaca, estrangulado pelo carrasco e, em seguida consumido pelo fogo. Na estaca, orou com fervor dizendo: "Senhor, abra os olhos do rei da Inglaterra".

27) ALGUNS MÁRTIRES DO SÉCULO XIX
Entre os anos de 1814 a 1820, os protestantes do sul da França, sofreram terríveis perseguições por parte dos Católicos Romanos. Só o fato da pessoa se confessar protestante, era motivo para perder a vida. Vejamos alguns casos:
a) Um jovem chamado Pierre foi questionado pelos católicos a respeito de sua fé. Perguntaram-lhe: "Você é católico ou protestante?". Ele prontamente respondeu: "Sou protestante". Essa declaração lhe custou a vida, pois um dos inquiridores lhe deu um tiro a queima roupa.
b) Blacher, um senhor de 70 anos, também foi argumentado com respeito a sua fé. Ao declarar-se protestante, teve todo o seu corpo despedaçado por uma foice.

c) Um Senhor de idade chamado Ddet foi parado na rua e lhe perguntaram: "Você é protestante?". Ao que ele respondeu: "Sou". Imediatamente descarregaram nele um mosquete, porém ele não morreu. Mas, para consumar a sua obra, os monstros acenderam uma fogueira com palha e tabuas. Lançaram o Ancião nela, ainda vivo, causando-lhe sofrimentos terríveis até a morte.

28) MÁRTIRES DO SÉCULO XX
a) DIETRICH BONHOEFFER (1906 -1943)

Teólogo Alemão que se opôs fortemente ao governo de Adolf Hitler, Bonhoeffer pregou duramente contra o anti-semitismo, condenou a cooperação da igreja com o terceiro Rich (sistema comandado por Hitler), e tornou-se parte da resistência ao regime nazista juntamente com outros lideres de sua época.
Em 1936, o governo Alemão cassou o título de livre-docente de Bonhoeffer em Berlim. Um ano depois, fechou o seminário em Finkenwalde, no qual era professor. Foi proibido de ensinar e de publicar livros. No dia cinco de abril de 1943 foi preso e lavado ao campo de concentração de Buchenwald. Em 8 de abril do mesmo ano, num domingo, como de costume, Bonhoeffer pregou um sermão que tocou profundamente no coração dos colegas de prisão, ao falar sobre a vontade de Deus para a vida de cada ser humano. Depois de orar, a porta da cela se abriu. Dois guardas do Terceiro Reich disseram: "Prisioneiro Bonhoeffer, prepare-se para vir conosco". Os presos sabiam que estas palavras eram sinônimas de morte. Deduzindo o que lhe aconteceria, se dirigiu aos demais, dizendo: "Para mim, isto é o fim, mas também o início", numa referência direta ao fato de que, para o cristão a morte é uma passagem para o céu. No dia seguinte, foi enforcado, aos 30 anos de idade. Três semanas depois, Adolf Hitler suicidou-se e, menos de um mês após o assassinato de Bonhoeffer, as vítimas do nazismo que sobreviveu, foram libertadas com o fim do domínio insano do regime Hitlerista.

b) IVAM MOISEYEV

Ivan foi um soldado cristão do exercito vermelho, da antiga União Soviética. Era um jovem diferente, cristão genuíno, que não se deixava amedrontar pelas ameaças dos oficiais e nem pelo escárnio dos colegas de farda. A fé e o relacionamento intimo com Cristo eram mais importantes do que sua própria segurança pessoal ou aprovação dos companheiros. Seu caráter foi provado até o sangue, no exercito vermelho. Muitas vezes proibido de pregar aos colegas, Ivan tinha um princípio Bíblico em sua vida: "Mais vale obedecer a Deus do que aos homens". Apesar de ser um soldado exemplar, não se calava com relação a sua experiência de salvação.
Muitas vezes foi inquirido a negar sua fé, mas nada o fazia calar. Foi preso e lançado em uma cela cheias de poças de água. Depois de muitas tentativas de fazê-lo desistir de sua fé, a única maneira que conseguiram fechar a sua boca, foi matá-lo dentro da prisão. Sua família, quando viu o corpo, não o reconheceu de tão deformado que estava seu rosto, com marcas de botas no rosto, boca quebrada, a testa e as têmporas cheias de hematomas.
Um dia antes de morrer, em 15 de julho de 1972, escreveu uma carta a seu irmão dizendo: "Querido irmão, recebi sua carta e demorei responder, porque houve uma grande tormenta. Quando Sergei (amigo de farda de Ivan e também cristão) chegou, ele também sofreu, e seus livros e até postais foram confiscados. Não conte tudo a papai e mamãe. Diga apenas: Ivan escreveu, e disse que Jesus vai partir para a peleja. Esta luta é de Cristo, e Ivan não sabe se voltará dela com vida. Desejo que todos os amigos, jovens e velhos, se lembrem deste verso de Apocalipse 2.10: ‘Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida'. Receba esta última carta, na terra, do menor dos irmãos, Ivan Moiseyev".

c) STANLEY ALBERT DALE (1910 - 1968)

Missionário aos índios canibais YALIS, no vale do Seng, em Nova Guiné Holandesa, Stanley foi martirizado pelos índios juntamente com seu amigo Philip com mais de 60 flexadas cada um, e depois tiveram os corpos esquartejados. Próximo ao local onde Stanley e Philip foram feridos e mortos, há uma pequena placa de aço inoxidável na qual estão gravadas as seguintes palavras:
Stanley Albert Dale
Amado esposo de Patrícia
Morto por causa de sua fé, no vale de Seng
25 de setembro de 1968
Apocalipse 2.10
Muitos outros irmãos foram mortos nesse século por causa do seu testemunho cristão Os mencionados acima, são apenas alguns dos milhares e milhares que foram fies ao Senhor até a morte e conquistaram a coros da vida.
d) PASTOR QUE FOI MORTO COM A FAMÍLIA
 O pastor David Yonggi Cho conta em um de seus livros a história de um pastor que foi preso pelos soldados comunistas na cidade de Inchon, na época da invasão comunista na Coréia do Sul. Os soldados o prenderam e ameaçaram mata-lo caso não negasse a Jesus. Com bravura, o pastor reafirmou sua fidelidade a Jesus a despeito das ameaças. Os soldados, irados, ameaçaram sepulta-lo vivo com a sua família, caso ele não renegasse a sua fé. O pastor e sua família preferiram o martírio em vez da apostasia. Foi aberta, então, uma grande cova e jogaram lá dentro o pastor e sua família. Começaram a jogar terra e a soterrar a família piedosa. Quando a terra já estava sufocando a todos, um filho gritou desesperado: "Papai, pense em nós. Pense em nós papai". O pai aflito começou a chorar, mas sua esposa, cheia de fervor, gritou para os filhos: "Coragem, meus filhos, vocês não sabem que hoje à noite nós vamos jantar com Jesus, o Rei dos Reis e Senhor dos senhores?"
 Depois de encoraja-los a ser fiéis até a morte, começou a cantar um hino sobre o céu que dizia:
"Eu avisto uma terra feliz, uma terra de glória e fulgor
Avistamos o lindo país, pela fé na Palavra de Deus.
Sim no doce porvir, viveremos no lindo país.
Sim no doce porvir, viveremos no lindo país"

 Cantaram com entusiasmo até que suas vozes foram silenciadas debaixo dos escombros. A obediência daquela família levou-os ao caminho estreito do martírio, mas no fim dessa estrada estava a glória excelsa de Deus. A multidão que assitiu a esse doloroso martírio ficou profundamente comovida e dezenas de pessoas se converteram e foram salvas por esse testemunho.
CONCLUSÃO 
O Reverendo Hernandes Dias Lopes, Pastor da primeira igreja Presbiteriana de Vitória, no Espírito Santo, conta em seu livro "Pentecostes, o fogo que não se apaga", sua visita ao museu dos mártires na Coréia do Sul. Vejamos os detalhes dessa visita:
"Uma das coisas que marcou profundamente a minha vida foi visitar o museu dos mártires, em Seul, na Coréia do Sul. A igreja evangélica coreana cresceu num solo regado pelo sangue dos mártires. Milhares de crentes foram castigados até a morte, com requintes de crueldade, na época da ocupação japonesa. Centenas de pastores foram decaptados às margens do rio Ran. Mais tarde, na terrível guerra contra a Coréia do Norte, outras centenas de crentes morreram por sua fidelidade a Cristo. Nesse museu, vimos numa enorme sala quadros singelamente emoldurados com as fotografias de centenas de mártires. Em cada quadro havia um breve histórico com o relato da vida, das obras, do ministério e sobretudo da maneira cruel com que cada pessoa foi torturada e morta pela sua fé. Ale naquela sala chorei ao ver que muitos daquele mártires morreram sem ver o grande avivamento que Deus enviou sobre a Coréia do Sul. Deus honra o sangue dos mártires. O sangue dos mártires omo dizia Tertulianp, é o adubo para a sementeira do Evangelho. Depois de observar atentamente todos aqueles quadros, já na saída da sala, aproximei-me do último quadro. A moldura era a mesma, mas não havia fotografia. Quando fiquei de frente para ele, havia no lugar da fotografia, um espelho. Vi meu próprio rosto e, embaixo, uma frase lapidar: "Você pode ser o próximo mártir". Lagrimas rolaram em meu rosto. Reconheci que precisava ser revestido com o poder do Espírito para ser um mártir de Jesus".
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BIBLIOGRAFIA
FOX, J. O livro dos Mártires. Editora CPAD. Rio de Janeiro, 5º edição 2003.
LOPES, H.D. Quando Deus Intervém. Editora - candeia
RICHARDSON, D. Senhores da Terra. Editora - Betânea
GRANT, M. Ivã. Editora - Betânea.
CHO, DAVID YONGGI. Oração, a chave do avivamento. Editora Betânea
LOPES, HERNANDES DIAS. Pentecostes, o fogo que não se apaga. Editora Hagnos
CESARÉIA, EUSÉBIO. História Eclesiástica. Editora CPAD.
REVISTA DEFESA DA FÉ - Edição Especial. EDITORA ICP.
REVISTA GRAÇA ANO I Nº 11

Notas sobre o autor
Alexandro Pereira Salles é diácono da Igreja Bíblica Cristã, formado em Bacharel em Teologia pelo Seminário Bíblico Internacional, e professor neste mesmo Instituto. Casado com Fabiana Netto com quem tem dois filhos, Mateus e Manuela.
Contatos e convites para palestrar: (21)2716-3889. 

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Martíres ( Quarteto Gileade ).wmv 

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O Poder da renuncia
Se você foi chamado por Deus prepare-se para um longo período de ter que abrir mão de muitas coisas (inclusive de muitos de seus sonhos legítimos), passar por duras provas de fé e, enfim, reconhecer que você não é NADA sem o
doce amor e a misericórdia de Deus. Prepare-se para a interrupção de muitos de seus planos para o futuro, conte a com a intervenção, nem sempre desejada, de Deus em sua vida. E, enfim, quando você perceber que necessita somente da presença do Amado, que os seus desejos, que estão fora dos planos de Deus, não lhe servem mais e você se sentir completamente imerecedor dessa graça e perdido sem a direção de Deus: você estará pronto!

Pronto para receber tudo aquilo que os céus tem para você!

“Deus escreve o novo nome só naquelas áreas de nossa vida das quais Ele apagou o orgulho, a auto-suficiência e o egoísmo” O. Chambers.

Enquanto não estivermos totalmente convictos de que somos indignos, Deus continuará a nos moldar, até conseguir que nos entreguemos totalmente a Ele.

O maravilhoso desse processo é que Deus trabalha em nós para nos fazer depender dele e assim possamos ser usados com mais autoridade e poder nessa terra.

Muitos homens e mulheres de Deus têm caído na armadilha do diabo de se tornarem auto-suficientes e cheios de si. Após alcançarem um certo nível de autoridade na igreja, de terem seus ministérios reconhecidos em vários lugares, deixam entrar no seu coração a corrupção: o dinheiro, a fama e notoriedade alcançadas, os dons (super-ministros)...muitas vezes são o início do apogeu.

Deus não está atrás de homens com chamado, a igreja está cheia de homens com chamado! Deus procura pessoas obedientes ao chamado! Filhos que não vão se corromper pelas coisas desse mundo, que não vão se tornar cheios de si mesmos (cuidado com as “estrelas cadentes”), que não trocam seu chamado por um prato de lentilhas.

Por isso, a bíblia diz que muitos são chamados e poucos escolhidos. Somente os obedientes são escolhidos!

Deus não nos encherá até que estejamos completamente vazios de nós mesmos.

Nossa batalha é contra principados e potestades, mas, sobretudo, com a carne.

“Por que a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si, para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer”. Gl 5:17.

As inclinações da nossa carne nos traem, nos enganam e nos afastam de Deus. Devemos ser cheios, completamente embriagados pelo Espírito, dominados por ele!

Sabe, Deus não nos violenta, não nos obriga a nada. Mesmo sendo o Todo Poderoso, criador de todo o universo, ele “está à porta e bate”, isto quer dizer que ele espera até que o convidemos para fazer parte da nossa vida.

Deus permitirá que você faça as coisas da sua maneira e também que experimente as conseqüências disso. Deus quer servos voluntariosos que deliberadamente desejem lhe seguir. Deus não luta conosco para abrirmos mão da nossa vontade. Se desejamos fazer algo que está fora da sua vontade, ele simplesmente permite que façamos. Os israelitas no deserto experimentaram isso:

“... mas logo se esqueceram do que ele tinha feito e não esperaram para saber o seu plano. Dominados pela gula no deserto, puseram Deus à prova nas regiões áridas. Deu-lhes o que pediram, mas mandou sobre eles uma doença terrível” Sl 106:13-15.

Moisés foi um homem que experimentou o processo de renúncia de Deus, nos primeiros 40 anos de sua vida ele aprendeu a ser príncipe na casa de Faraó, tornou-se um homem arrogante e confiante no próprio braço. Os 40 anos seguintes ele passou no deserto, aprendeu a ser pobre e a renunciar tudo o que havia antes conquistado. E então, nos próximos 40 anos, aprendeu a ser um profeta de Deus.

Ele aprendeu o valor da humildade na escola da renúncia do deserto e isso o qualificou ser um amigo de Deus e avista-lo face a face.

O poder do reino de Deus somente é liberado na terra quando há renúncia.

“Jamais amadureceremos ou tomaremos posse do poder que há em Deus a menos que nosso eu seja subjugado e estejamos dispostos a entregar tudo a Deus” Tommy Tenney.

Na bíblia, existiu um lugar que era símbolo de renúncia e crescimento espiritual. Esse lugar se chamava Betel. Na verdade, Betel era um lugar de decisões, um lugar para submeter-se, render-se à vontade de Deus, lugar onde um crente morre para os seus próprios desejos, ou um lugar onde o fracasso pode ser grande, por não haver submissão à vontade de Deus.

Em Betel, foi onde Eliseu decidiu seguir Elias até Jericó e ali recebeu porção dupla da unção que estava sobre Elias. Foi o lugar onde Abraão armou sua tenda e tomou a decisão de viver para Deus. Foi ali que o seu neto, Jacó, disse a Deus que haveria de segui-lo e servi-lo. Foi o lugar para onde Jacó retornou, onde lutou com o Anjo do Senhor e foi transformado de Jacó para Israel. Foi também o lugar onde Samuel ouviu, pela primeira vez, a voz de Deus. Foi igualmente o lugar onde Saul rejeitou a palavra de Deus e perdeu tudo.

Quando chegamos nas portas da renúncia temos a decisão de deixar tudo e nos submeter à vontade e ao perfeito chamado de Deus ou de vivermos nossa vida da nossa maneira, negligenciando os sonhos de Deus para nós.

A escolha é nossa! Decida seguir a Deus e ver os seus sonhos, ministério, família, serem completamente transformados pelo poder da ressurreição, que está sobre aqueles que foram crucificados com Cristo e que desfrutam, juntamente com ele, de vida plena!

“...pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens;e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte de cruz, pelo que Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome” Fp 2:6-9. 
Por Fred Arrais / Flávia Arrais


Senhor aqui estou
chamaste-me
e tanto te tenho negado
perdoa-me 
Ajuda-me a fazer Tua vontade
a entender e aceitar Teu designos
Senhor
andei por caminhos acidentados
dai-me tempo de respirar, recompor-me
o naufrágio tirou-me as força, renova-me
Senhor
não há nada melhor que ouvir-te
atender ao Teu chamado
Sei meu amado Senhor
que tens um sonho de luz pra mim
Tens alegria pro meu sorrir
e lágrimas de paz, 
na dispensação de Teu querer
Aqui estou meu Senhor
perdoi-me pela forma que venho
sei que me amas como estou
tens veste novas de louvor
abraços de calor pro meu coração
Senhor
volto a benevolência de  teus afagos
na segurança de estar na mão do oleiro
refazendo-me, recompondo-me
segundo Teu plano em meu viver
Abraça-me Senhor
te necessito
  Obrigada  Senhor Jesus
faz em mim pra Glória do Teu nome.
Amém.
Valquíria

 Renúncia - Chris durán e Nívea Soares

Apocalipse 1

1.Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo;
2.O qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto.
3.Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.


Os três mantos da Igreja Brasileira!
por Dayse Mara Valadão
Profecia para a Igreja do SENHOR no Brasil - 27 de Junho de 2003 - Dayse Mara Valadão Ferreira - Igreja Batista da Lagoinha

"Sou o SENHOR que Me levanto diante de ti! O brado do Meu Espírito é: Haja paz no meio de ti! Este é o grito e o clamor do meu coração para esta Nação.

Eu, o SENHOR, os vejo como muitos grupos divididos buscando a mesma coisa. Mas, Eu, o SENHOR, vos digo: Dai vossas mãos! Ajuntai vossa força que emana de Mim e olhai para a cruz para poderdes caminhar trazendo para todas as partes desta Nação o mover da colheita, buscando com o Meu poder aqueles que estão gritando por socorro em meio às lutas e angustias sem saber como alcançar a única Rocha.

Líderes do Meu povo:

Eu Sou o SENHOR que tenho saudades de um povo único. Que busca tão somente a minha salvação e glória. Eis que o Meu coração anseia em trazer a esta pátria o livramento e libertação. O Meu socorro é o único que poderá mudar todas as coisas. Uni-vos em Mim!

À sombra da minha cruz tudo já foi feito para que o milagre aconteça. Não retardais mais o caminhar da minha "arca" - do norte ao sul, do leste ao oeste no meio desta Nação. Quero e anseio que isso se cumpra no meio desta Nação. Eu os tenho colocado como sal no meio deste povo.

Três mantos tenho para cubrir-vos, oh Igreja Minha: Manto de arrependimento, Manto de quebrantamento, Manto de santificação.

Envolvei-vos neles! Não contentai-vos com outra coisa. Este é o caminho: Olhos molhados, Joelhos prostrados, E coração rendido.

Povo Meu: Eu, o SENHOR, não os deixarei jamais! Caminho convosco! Deixai que Eu faça mais através de vós. Lanço sobre vós a fortaleza do Meu Espírito para estardes firmes em Mim.

Eu, o SENHOR, os escolhi para esta hora e vos digo: Levanto cada um de vós, ovelhas minhas, para multiplicardes no meio desta Nação. Trazendo cura e libertação, vida abundante. Ninguém vos poderá deter.

Somente o Meu mover mudará todas as coisas. Eis que Eu estou convosco. Não temais. Levanto do meio da minha Igreja a voz de homens e mulheres que tem o coração sedento de mudança.

Uni-vos e daí vossas mãos para que esta Nação Me conheça! Levanta-te Igreja Minha, veste-te de força e obediência. Erga a tua voz que vem do meu coração e grita a plenos pulmões:

Haja paz em ti, oh Brasil, Nação escolhida, fostes rejeitada pelos povos, mas Eu, o SENHOR, te escolho como Nação que levantará bem alto o Meu estandarte entre todas as Nações!"
A Revelação de Cristo 
O maior perigo no estudo de Apocalipse é ficar-se desencaminhado por assuntos de menor importância. Esta é uma revelação de Jesus Cristo (1:1): Ele é tanto o revelador da mensagem como o centro dela. Muitos, em suas explicações de Apocalipse, chamam a atenção para o diabo e fazem dele o personagem principal. Mas o papel do diabo nessa profecia serve para ressaltar a glória e a grandeza do Cordeiro, pois este derrota Satanás. Outros olham mais para a terra, mas João viu estas cenas no céu. Ele estava vendo a perspectiva espiritual, simbólica, celestial. O estudo de Apocalipse não nos deve direcionar para o jornal diário, mas para o trono de Deus. Muitos usam as visões para incentivar a especulação sobre o fim dos tempos, e assim desviam a atenção das pessoas da soberania do Senhor para a engenhosidade do especulador. Se entendemos corretamente esse livro maravilhoso, vemos Cristo.
O que você vê quando olha para Jesus? Uma criancinha numa manjedoura? Um meigo pastor? Uma figura trágica na cruz? Nenhuma dessas coisas está completamente errada, mas todas estão desatualizadas. Jesus está hoje exaltado e glorioso. Queira ler novamente os retratos de Cristo em 1:12-18; 5:1-14; 19:11-16. Feche seus olhos e tente ver o Jesus que João viu. A emocionante majestade de Jesus deve inspirar-nos, fortalecer-nos e levar-nos à adoração.
O Apocalipse significa guerra. Batalha no passado: Cristo venceu a morte, o hades e expulsou Satanás do céu (veja 1:17-18; 12:7-12). Batalha no presente: o diabo, enfurecido como um tirano derrotado, veio para a terra com grande ira porque ele sabe que seu tempo é curto. Batalha no futuro: a vitória de Jesus. Apocalipse começa com os cristãos sofrendo grande tribulação; termina com os cristãos triunfantes. Apocalipse começa com Satanás perseguindo os cristãos e termina com Satanás amarrado durante mil anos. Foi Jesus que obteve essa notável vitória.
Os mitos correntes sobre Jesus enganam. De algum modo, chegamos a ver Jesus como um avô brando, indulgente, que raramente altera sua voz acima de um sussurro e está sempre sorrindo. Apocalipse ajuda a corrigir esse retrato distorcido. E ajuda a refutar a noção popular de que o Deus do Velho Testamento era um Deus de ira, mas o Deus do Novo Testamento é um Deus de amor. Em nenhum lugar da Bíblia a ira de Deus é mostrada mais claramente do que no livro de Apocalipse (veja especialmente 14:9-11; 19:1-4, 15-21).
Apocalipse revela Jesus. Não deveria causar especulação, mas inspirar adoração, admiração e confiança.
Indicações para estudar
Reveja e anote os elementos da descrição de Jesus (especialmente capítulos 1, 5, 19); medite sobre cada ponto.
Leia de novo através do livro, anotando os vários aspectos de Deus que são mencionados. Faça algumas anotações de tudo que você entenderia sobre ele, caso esse livro fosse o único na Bíblia.
- por Gary Fisher

Estudos Bíblicos
estudosdabiblia.net
©2011 Karl Hennecke, USA

Canção do Apocalipse

 

Canção do Apocalipse - PLAYBACK Diante do Trono 13

 Digno é o Cordeiro que foi morto
Santo, Santo Ele é
Um novo cântico ao que se assenta
Sobre o trono do céu

Santo, Santo, Santo
Deus Todo Poderoso
Que era e é e há de vim
Com a criação eu canto
Louvores ao Rei dos reis
És tudo para mim
E eu Te adorarei

Está vestido do arco-íris
Sons de trovão, luzes e relâmpagos
Louvores, honra e glória
Força e poder pra sempre
Ao único Rei eternamente

Santo, Santo, Santo
Deus Todo Poderoso
Que era e é e há de vim
Com a criação eu canto
Louvores ao Rei dos reis
És tudo para mim
E eu Te adorarei

Maravilhado, estasiado
Eu fico ao ouvir Teu nome
Jesus, Teu nome é força
É fôlego de vida
Misteriosa Água Viva

Santo, Santo, Santo
Deus Todo Poderoso
Que era e é e há de vim
Com a criação eu canto
Louvores ao Rei dos reis
És tudo para mim
E eu Te adorarei

 Apocalipse 22

1.E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.
2.No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações.
3.E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão.
4.E verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu nome.
5.E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre.
6.E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos santos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer.
7.Eis que presto venho: Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.
8.E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar.
9.E disse-me: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.
10.E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.
11.Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda.
12.E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.
13.Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro.
14.Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.
15.Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.
16.Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.
17.E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.
18.Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;
19.E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.
20.Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.
21.A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém.







LINGUAGEM DO SILÊNCIO   

por Oliveira Fidelis Filho - fidelisf@hotmail.com   

 

Há os que falam muito e nada dizem e os que possuem no silêncio seu melhor argumento. Há os que falam muito e ninguém ouve e há os que são ouvidos quando se calam. Há discursos que não empolgam e há silêncios comoventes. Há ainda aqueles que quando falam, o silêncio se faz. Isso porque, lembrando Salomão, "as palavras dos sábios, ouvidas em silêncio, valem mais do que os gritos de quem governa entre tolos". (Eclesiastes 9.17).

No livro das revelações somos informados que "houve silêncio no céu cerca de meia hora." (Apocalipse 8.1) Alguns homens concluem do texto que não há mulher no céu; algumas mulheres veem neste silêncio a perplexidade sentida, diante do absurdo de se permitir a entrada de homens no céu. O silêncio, em verdade, antecede a criação e a revelação.

No julgamento e execução de Jesus, as várias tentativas de fazê-lo falar não tiveram êxito. Por mais intimidantes que fossem os métodos usados na tentativa de arrancar-lhe alguma declaração, o silêncio por parte do Mestre persistiu. De nada adiantou a tortura psicológica e física; Jesus lançou mão do direito de ficar em silêncio. Por não tomar posse deste direito, muitos de nós perdemos grandes oportunidades de ficarmos calados.

Para Jesus, o momento era de silêncio pois em cada um de seus algozes só existia espaço para ouvir os respectivos argumentos. O silêncio era, então, a possibilidade de levar seus acusadores a ouvir as próprias acusações e a perceberem a incoerência e a inconsistência sobre as quais eram formuladas. Seu silêncio, no entanto, se fazia esvaziado de ódio, mágoa ou desejo de vingança; de seu interior, tais densas e sombrias energias não emanavam. Seus olhos não faiscavam ira, mas destilavam bondade e compaixão. E foi neste estado de leveza, em face de toda brutalidade, que como incenso sua prece ascendeu a Deus nas seguintes palavras: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem".

 Assim como há roupas para diversas ocasiões, vinhos propícios para diferentes pratos e copos para diferentes vinhos, há também silêncio com os mais variados propósitos e significados, oscilando entre o elegante e o inconveniente, entre os que geram benefícios e os que são nocivos.

Pensando nisso, ofereço uma pequena lista com alguns tipos de silêncio possíveis de serem observados, em variadas situações.

*Silêncio Sábio, ou motivado pela prudência. É utilizado quando se percebe que os ânimos encontram-se exaltados, a descompensação se faz presente, o complexo assumiu a posse da consciência, a ira cegou a razão, a lucidez foi apagada, o ego encontra-se divorciado do Eu. Nestas circunstâncias, manifesta sabedoria quem se refugia em amoroso silêncio até que a "tempestade" passe, entendendo que "não havendo maldizentes cessa a contenda".  Sabe que muito mais útil do que ter razão é ter bondade; mais importante do que um argumento forte é um coração manso.

*Silêncio acolhedor, quando face à dor do semelhante, causada por perdas humanas ou materiais, evita-se argumentar, comparar, justificar, explicar ou aconselhar, restringindo-se a estar perto, em silêncio, esvaziado das pretensas verdades, totalmente disponível, para sentir e ouvir o que o outro experiencia.  O silêncio acolhedor abre espaço em nós para que o outro se refugie. Nestas circunstâncias, um olhar encharcado de ternura, um abraço cheio de compaixão, estar presente de corpo e alma, é puro alento.

*O silêncio extasiado. Quando, diante do que encanta e arrebata, quedamos em reverente silêncio, em prostração de espírito e de alma. Silêncio que nos assalta diante do mistério da vida e da morte ou da magia da Criação. Silêncio que relativiza todas as vozes e faz cessar todos os argumentos, ao sentir no coração a presença divina, ao ouvir na alma a voz de Deus, quando na mística da fé contemplamos o Eterno Mistério.

*Silêncio imposto. Quando pelo uso da força cala-se a voz do mais fraco, do injustiçado, do discriminado, do oprimido, do marginalizado. Silêncio imposto pelo medo, gerado pelas armas do poder econômico, político e religioso que perpetuam a escravidão, a repressão, a culpa, o julgamento e a condenação. Silêncio de quem se tirou a voz e a vez.

*Silêncio conivente. De quem se deixa calar por benefícios injustos, de quem possui a consciência estuprada pelo ganho ilícito. Silêncio comprado, fruto do desavergonhado diálogo entre o corruptor e o corrupto. Tem a verdade como mercadoria de troca onde o que é direito é silenciado em benefício da ganância; quando diante da oportunidade ilícita sobressai a falta de caráter e "vende-se a alma ao diabo".

*Silêncio covarde. Quando diante da maldade, da corrupção, do estelionato, do desmando e da injustiça praticada nos domínios familiar, econômico, político e religioso, opta-se por manter-se a "língua presa" no céu da zona de conforto na qual medrosamente se abrigou. O silêncio covarde é o silêncio da omissão, aonde o maior dano não vem só dos malfeitores, mas também e sobretudo dos cidadãos de bem que se mantém omissos.

*Silêncio que fere. É silêncio motivado pelo ódio, pela indiferença, pelo sentimento de vingança, pela incapacidade de perdoar, de acolher e de amar. Neste aspecto, lembrando Rodovalho, "o silêncio é um recado. É a pior carta que alguém pode enviar para o outro." Tal silêncio é capaz de infernizar e produzir enfermidade em quem o protagoniza, podendo ainda causar muito sofrimento ao alvo da aridez de tal comportamento.

*Silêncio Buscado. Lembro aqui do silêncio praticado pelos "Nadistas" que sugerem desconexão de aparelhos eletrônicos por algum período, o que sem dúvida é muito salutar; além de potencializar a criatividade, pode evitar o "burn out", transtorno psíquico que mescla esgotamento e desilusão. O objetivo principal do silêncio buscado, no entanto, é nos conectar conosco mesmos, levando-nos a tomar consciência do próprio corpo, sentir a respiração, o coração, reencontrar a alma, mergulhar no nada grávido de criatividade.

Tal silêncio nos liga à essência divina que nos habita, reconcilia o ego com o Eu, faz-nos íntimos de Deus, liberta-nos da aparência, redireciona e suaviza a existência. Harmoniza os pensamentos, sentimentos e relacionamentos, possibilita e potencializa a meditação, dá profundidade à oração, além de ser saúde para o espírito e para o corpo.

Há silêncio e silêncio, carregando cada um sua própria singularidade, linguagem, propósitos e resultados. Há o silêncio altruísta e o egoísta, o que fecha e o que abre, há o que constrói e o que destrói, o que abençoa e o que amaldiçoa, há o que gera paz e o que perpetua o ódio. Há silêncio que cura e que faz adoecer, há o que é fruto de amor e o que é fruto do ódio.

Lançar mão do silêncio, como instrumento abençoador, exige coragem, maturidade, esvaziamento, proatividade, autocontrole, sabedoria e auxílio divino. Que ao silenciarmos o façamos movidos por amor, com o desejo de abençoar sempre. 




 O SILÊNCIO DE ADÃO
Públio José – jornalista
(publiojose@gmail.com)
O silêncio é uma atitude estranha. Na maioria das
vezes, apresenta-se como demonstração de humildade, de submissão, de
renúncia. Em outras, deixa transparecer o verniz da covardia, da omissão.
Mas não deixa de ser um comportamento contraditório, polêmico até. Jesus,
por exemplo, deu conotações edificantes ao silêncio. Utilizando-se dele,
deixou Pilatos maravilhado e seus acusadores totalmente desnorteados, sem
terem o que dizer. Calado, ele eternizou um momento em que o esperado, de
sua parte, era que falasse, argumentasse, se defendesse das acusações
injustas que lhe imputavam. Do episódio saiu engrandecido. O seu silêncio
rasga os séculos até os dias de hoje como elemento de sabedoria, de
renúncia, de negação de si mesmo. Já outros personagens… Estes, pelo
silêncio, fugiram do desconforto de falar e deram péssimo testemunho com
essa atitude.
Um livro de um escritor cristão trata do assunto de
forma interessante. Com o título “O Silêncio de Adão”, ele trata da
paralisia cerebral e da inércia comportamental que acomete a grande maioria
dos homens nos cruciais momentos de decisão. E constata que duas atitudes se
destacam no universo masculino. A primeira delas é o silêncio simplesmente.
Covarde, omisso, pegajoso – e, o que é pior, contagiante. Acontece na
ocasião em que se faz necessária a prática do falar em defesa de uma causa,
em defesa de alguém e – para não se prejudicar – o homem foge, se cala, se
omite. A segunda atitude se traduz na incorporação, pelo homem, da figura do
machão, que, não tendo o que falar, não tendo destreza mental para
argumentar, opta pelo clássico gesto de usar da violência, de esmurrar a
mesa. Em ambas as situações ele dá adeus ao diálogo e fecha a porta ao
desabrochar de uma nova realidade.
Com este enfoque, “O Silêncio de Adão” trata, enfim,
da inclinação histórica que o homem vem apresentando através dos tempos para
fugir de suas responsabilidades. O primeiro grande exemplo que o livro
apresenta é o de Adão. Sim, o Adão da Bíblia, o primeiro homem. Pela
narrativa bíblica, Deus fez de Adão o detentor de todo o plano divino para a
humanidade. Só exigiu que Adão e Eva, ela criada posteriormente, não
comessem da árvore do bem e do mal. A exigência foi feita especificamente a
Adão. Certamente já sabendo disso, a serpente procura Eva para tentá-la na
desobediência a Deus, convencendo-a a comer do fruto da árvore. O
interessante é que Adão estava presente ao episódio e em nenhum momento se
pronunciou contrário ao assédio da serpente a Eva. Fez pior. Além de se
omitir, de se calar, concordou com a mulher e comeu do fruto da árvore
proibida.
Porque Adão de calou? Porque não esbravejou contra a
invasão da serpente ao território mental de Eva, terreno que, pelas
instruções claras de Deus, teria que preservar? Ao que tudo indica, Adão se
curvou ao auditório constituído tão somente de duas pessoas, ao invés de
argumentar com as instruções das quais era possuidor. Também através de
outro exemplo bíblico, o livro mostra um homem que se utilizou da
truculência para resolver uma situação que tinha tudo para ser equacionada
pelo diálogo. Trata-se de Caim, o assassino de Abel. Na narrativa bíblica
consta apenas um convite de Caim a Abel para irem, juntos, ao campo. Lá, o
ele matou o irmão sem dar nenhuma chance ao diálogo. Foi a típica atitude de
quem, não tendo disposição para se utilizar da fala, preferiu dar “um murro
na mesa” para deixar bem claro que o mais forte fisicamente tinha o controle
da situação. Será?
Esse comportamento também pode ser facilmente
observado nos dias de hoje. No casamento, então, nem se fala. Quantos lares
desfeitos, destruídos pela fuga, pela covardia, pela indisposição de falar,
de dialogar, de enfrentar, da parte do homem, situações de conflito. Pelo
exemplo de Adão, nessas ocasiões, só resta, ao universo masculino, duas
soluções: ou se cala, se omite e vai embora, consumando a separação, ou dá
um murro na mesa e vence a situação pela truculência, pela violência, pela
lei do mais forte. E vence? Será vitorioso um homem que só sabe resolver
suas questões pela violência, pela força? Essa, lamentavelmente, é a herança
que o primeiro homem nos deixou. Como antídoto, temos a herança que o
segundo homem nos legou, Jesus. Este sim, o Adão perfeito. Que tal conhecê-lo, para passar a praticar o silêncio que edifica e a fala que constrói?