"Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim..." 
(Gl 2.19b-20).


A ilusão do "símbolo" do cristianismo
Os elementos anticristãos do mundo secular dariam tudo para conseguir eliminar manifestações públicas da cruz. Ainda assim, ela é vista no topo das torres de dezenas de milhares de igrejas, nas procissões, sendo freqüentemente feita de ouro e até ornada com pedras preciosas. A cruz, entretanto, é exibida mais como uma peça de bijuteria ao redor do pescoço ou pendurada numa orelha do que qualquer outra coisa. É preciso perguntarmos através de que tipo estranho de alquimia a rude cruz, manchada do sangue de Cristo, sobre a qual Ele sofreu e morreu pelos nossos pecados se tornou tão limpa, tão glamourizada.
Não importa como ela for exibida, seja até mesmo como joalheria ou como pichação, a cruz é universalmente reconhecida como símbolo do cristianismo – e é aí que reside o grave problema. A própria cruz, em lugar do que nela aconteceu há 19 séculos, se tornou o centro da atenção, resultando em vários erros graves. O próprio formato, embora concebido por pagãos cruéis para punir criminosos, tem se tornado sacro e misteriosamente imbuído de propriedades mágicas, alimentando a ilusão de que a própria exibição da cruz, de alguma forma, garante proteção divina. Milhões, por superstição, levam uma cruz pendurada ao pescoço ou a tem em suas casas, ou fazem "o sinal da cruz" para repelir o mal e afugentar demônios. Os demônios temem a Cristo, não uma cruz; e qualquer um que não foi crucificado juntamente com Ele, exibe a cruz em vão.


A "palavra da cruz": poder de Deus

Paulo afirmou que a "palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus" (1 Co 1.18). Assim sendo, o poder da cruz não reside na sua exibição, mas sim na sua pregação; e essa mensagem nada tem a ver com o formato peculiar da cruz, e sim coma morte de Cristo sobre ela, como declara o evangelho. O evangelho é "o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm 1.16), e não para aqueles que usam ou exibem, ou até fazem o sinal da cruz.

O que é esse evangelho que salva? Paulo afirma explicitamente: "venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei... por ele também sois salvos... que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Co 15.1-4).Para muitos, choca o fato do evangelho não incluir a menção de uma cruz. Por quê? Porque a cruz não era essencial à nossa salvação. Cristo tinha que ser crucificado para cumprir a profecia relacionada à forma de morte do Messias (Sl 22), não porque a cruz em si tinha alguma ligação com nossa redenção. O imprescindível era o derramamento do sangue de Cristo em Sua morte como prenunciado nos sacrifícios do Antigo Testamento, pois "sem derramamento de sangue não há remissão" (Hb 9.22); "é o sangue que fará expiação em virtude da vida" (Lv 17.11).
Não dizemos isso para afirmar que a cruz em si é insignificante. O fato de Cristo ter sido pregado numa cruz revela a horripilante intensidade da maldade inata ao coração de cada ser humano. Ser pregado despido numa cruz e ser exibido publicamente, morrer lentamente entre zombarias e escárnios, era a morte mais torturantemente dolorosa e humilhante que poderia ser imaginada. E foi exatamente isso que o insignificante ser humano fez ao seu Criador! Nós precisamos cair com o rosto em terra, tomados de horror, em profundo arrependimento, dominados pela vergonha, pois não foram somente a turba sedenta de sangue e os soldados zombeteiros que O pregaram à cruz, mas sim nossos pecados!


A cruz revela a malignidade do homem e o amor de Deus
Assim sendo, a cruz revela, pela eternidade adentro, a terrível verdade de que, abaixo da bonita fachada de cultura e educação, o coração humano é "enganoso... mais do que todas as cousas, e desesperadamente corrupto" (Jr 17.9), capaz de executar o mal muito além de nossa compreensão, até mesmo contra o Deus que o criou e amou, e que pacientemente o supre. Será que alguém duvida da corrupção, da maldade de seu próprio coração? Que tal pessoa olhe para a cruz e recue dando uma reviravolta, a partir de seu ser mais interior! Não é à toa que o humanista orgulhoso odeia a cruz!

Ao mesmo tempo que a cruz revela a malignidade do coração humano, entretanto, ela revela a bondade, a misericórdia e o amor de Deus de uma maneira que nenhuma outra coisa seria capaz. Em contraste com esse mal indescritível, com esse ódio diabólico a Ele dirigido, o Senhor da glória, que poderia destruir a terra e tudo o que nela há com uma simples palavra, permitiu-se ser zombado, injuriado, açoitado e pregado àquela cruz! Cristo "a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz" (Fp 2.8). Enquanto o homem fazia o pior, Deus respondia com amor, não apenas Se entregando a Seus carrascos, mas carregando nossos pecados e recebendo o castigo que nós justamente merecíamos.
A cruz prova que existe perdão para o pior dos pecados

Existe, ainda, um outro sério problema com o símbolo, e especialmente o crucifixo católico que exibe um Cristo perpetuamente pendurado na cruz, assim como o faz a missa. A ênfase está sobre osofrimento físico de Cristo como se isso tivesse pago os nossos pecados. Pelo contrário, isso foi o que o homem fez a Ele e só podia nos condenar a todos. Nossa redenção aconteceu através do fato de que Ele foi ferido por Jeová e "sua alma [foi dada] como oferta pelo pecado" (Is 53.10); Deus fez"cair sobre ele a iniqüidade de nós todos" (Is 53.6); e "carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados" (1 Pe 2.24).

A morte de Cristo é uma evidência irrefutável de que Deus precisa, em Sua justiça, punir o pecado, que a penalidade precisa ser paga, caso contrário não pode haver perdão. O fato de que o Filho de Deus teve que suportar a cruz, mesmo depois de ter clamado a Seu Pai ao contemplar em agonia o carregar de nossos pecados ["Se possível, passe de mim este cálice!" (Mt 26.39)], é prova de que não havia outra forma de o ser humano ser redimido. Quando Cristo, o perfeito homem, sem pecado e amado de Seu Pai, tomou nosso lugar, o juízo de Deus caiu sobre Ele em toda sua fúria. Qual deve ser, então, o juízo sobre os que rejeitam a Cristo e se recusam a receber o perdão oferecido por Ele! Precisamos preveni-los!

Ao mesmo tempo e no mesmo fôlego que fazemos soar o alarme quanto ao julgamento que está por vir, precisamos também proclamar as boas notícias de que a redenção já foi providenciada e que o perdão de Deus é oferecido ao mais vil dos pecadores. Nada mais perverso poderia ser concebido do que crucificar o próprio Deus! E ainda assim, foi estando na cruz que Cristo, em seu infinito amor e misericórdia, orou: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lc 23.34). Assim sendo, a cruz também prova que existe perdão para o pior dos pecados, e para o pior dos pecadores.


Cuidado: não anule a cruz de Cristo!

A grande maioria da humanidade, entretanto, tragicamente rejeita a Cristo. E é aqui que enfrentamos outro perigo: é que em nosso sincero desejo de vermos almas salvas, acabamos adaptando a mensagem da cruz para evitar ofender o mundo. Paulo nos alertou para tomarmos cuidado no sentido de não pregar a cruz "com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo" (1 Co 1.17).Muitos pensam: "É claro que o evangelho pode ser apresentado de uma forma nova, mais atraente do que o fizeram os pregadores de antigamente. Quem sabe, as técnicas modernas de embalagem e vendas poderiam ser usadas para vestir a cruz numa música ou num ritmo, ou numa apresentação atraente assim como o mundo comumente faz, de forma a dar ao evangelho uma nova relevância ou, pelo menos, um sentido de familiaridade. Quem sabe poder-se-ia lançar mão da psicologia, também, para que a abordagem fosse mais positiva. Não confrontemos pecadores com seu pecado e com o lado sombrio da condenação do juízo vindouro, mas expliquemos a eles que o comportamento deles não é, na verdade, culpa deles tanto quanto é resultante dos abusos dos quais eles têm sido vitimados. Não somos todos nós vítimas? E Cristo não teria vindo para nos resgatar desse ato de sermos vitimados e de nossa baixa perspectiva de nós mesmos e para restaurar nossa auto-estima e auto-confiança? Mescle a cruz com psicologia e o mundo abrirá um caminho para nossas igrejas, enchendo-as de membros!" Assim é o neo-evangelicalismo de nossos dias.
Ao confrontar tal perversão, A. W. Tozer escreveu: "Se enxergo corretamente, a cruz do evangelicalismo popular não é a mesma cruz que a do Novo Testamento. É, sim, um ornamento novo e chamativo a ser pendurado no colo de um cristianismo seguro de si e carnal... a velha cruz matou todos os homens; a nova cruz os entretêm. A velha cruz condenou; a nova cruz diverte. A velha cruz destruiu a confiança na carne; a nova cruz promove a confiança na carne... A carne, sorridente e confiante, prega e canta a respeito da cruz; perante a cruz ela se curva e para a cruz ela aponta através de um melodrama cuidadosamente encenado – mas sobre a cruz ela não haverá de morrer, e teimosamente se recusa a carregar a reprovação da cruz."


A cruz é o lugar onde nós morremos em Cristo
Eis o "x" da questão. O evangelho foi concebido para fazer com o eu aquilo que a cruz fazia com aqueles que nela eram postos: matar completamente. Essa é a boa notícia na qual Paulo exultava:"Estou crucificado com Cristo". A cruz não é uma saída de incêndio pela qual escapamos do inferno para o céu, mas é um lugar onde nós morremos em Cristo. É só então que podemos experimentar "o poder da sua ressurreição" (Fp 3.10), pois apenas mortos podem ser ressuscitados. Que alegria isso traz para aqueles que há tempo anelam escapar do mal de seus próprios corações e vidas; e que fanatismo isso aparenta ser para aqueles que desejam se apegar ao eu e que, portanto, pregam o evangelho que Tozer chamou de "nova cruz".

Paulo declarou que, em Cristo, o crente está crucificado para o mundo e o mundo para ele (Gl 6.14). É linguagem bem forte! Este mundo odiou e crucificou o Senhor a quem nós amamos – e, através desse ato, crucificou a nós também. Nós assumimos uma posição com Cristo. Que o mundo faça conosco o que fez com Ele, se assim quiser, mas fato é que jamais nos associaremos ao mundo em suas concupiscências e ambições egoístas, em seus padrões perversos, em sua determinação orgulhosa de construir uma utopia sem Deus e em seu desprezo pela eternidade.

Crer em Cristo pressupõe admitir que a morte que Ele suportou em nosso lugar era exatamente o que merecíamos. Quando Cristo morreu, portanto, nós morremos nEle: "...julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou" (2 Co 5.14-15).

"Mas eu não estou morto", é a reação veemente. "O eu ainda está bem vivo." Paulo também reconheceu isso: "...não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço" (Rm 7.19).Então, o que é que "estou crucificado com Cristo" realmente significa na vida diária? Não significa que estamos automaticamente "mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus" (Rm 6.11). Ainda possuímos uma vontade e ainda temos escolhas a fazer.

O poder sobre o pecado

Então, qual é o poder que o cristão tem sobre o pecado que o budista ou o bom moralista não possui? Primeiramente, temos paz com Deus "pelo sangue da sua cruz" (Cl 1.20). A penalidade foi paga por completo; assim sendo, nós não tentamos mais viver uma vida reta por causa do medo de, de outra sorte, sermos condenados, mas sim por amor Àquele que nos salvou. "Nós amamos porque ele nos amou primeiro" (1 Jo 4.19); e o amor leva quem ama a agradar o Amado, não importa o preço."Se alguém me ama, guardará a minha palavra" (Jo 14.23), disse o nosso Senhor. Quanto mais contemplamos a cruz e meditamos acerca do preço que nosso Senhor pagou por nossa redenção, mais haveremos de amá-lO; e quanto mais O amarmos, mais desejaremos agradá-lO.
Em segundo lugar, ao invés de "dar duro" para vencer o pecado, aceitamos pela fé que morremos em Cristo. Homens mortos não podem ser tentados. Nossa fé não está colocada em nossa capacidade de agirmos como pessoas crucificadas mas sim no fato de que Cristo foi crucificado de uma vez por todas, em pagamento completo por nossos pecados.

Em terceiro lugar, depois de declarar que estava "crucificado com Cristo", Paulo acrescentou: "logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2.20). O justo "viverá por fé" (Rm 1.17; Gl 3.11; Hb 10.38) em Cristo; mas o não-crente só pode colocar sua fé em si mesmo ou em algum programa de auto-ajuda, ou ainda num guru desses bem esquisitos.


A missa: negação da 
suficiência da obra de Cristo na cruz
Tristemente, a fé católica não está posta na redenção realizada por Cristo de uma vez para sempre na cruz, mas na missa, que, alegadamente, é o mesmo sacrifício como o que foi feito na cruz, e confere perdão e nova vida cada vez que é repetida. Reivindica-se que o sacerdote transforma a hóstia e o vinho no corpo literal e no sangue literal de Cristo, fazendo com que o sacrifício de Cristo esteja perpetuamente presente. Mas não há como trazer um evento passado ao presente. Além do mais, se o evento passado cumpriu seu propósito, não há motivo para querer perpetuá-lo no presente, mesmo que pudesse ser feito. Se um benfeitor, por exemplo, paga ao credor uma dívida que alguém tem, a dívida sumiu para sempre. Seria sem sentido falar-se em reapresentá-la ou reordená-la ou perpetuar seu pagamento no presente. Poder-se-ia lembrar com gratidão que o pagamento já foi feito, mas a reapresentação da dívida não teria valor ou sentido uma vez que já não existe dívida a ser paga.


Quando Cristo morreu, Ele exclamou em triunfo: "Está consumado" (Jo 19.30), usando uma expressão que, no grego, significa que a dívida havia sido quitada totalmente. Entretanto, o novO Catecismo da Igreja Católica diz: "Como sacrifício, a Eucaristia é oferecida como reparação pelos pecados dos vivos e dos mortos, e para obter benefícios espirituais e temporais de Deus" (parágrafo 1414, p. 356). Isso equivale a continuar a pagar prestações de uma dívida que já foi plenamente quitada. A missa é uma negação da suficiência do pagamento que Cristo fez pelo pecado sobre a cruz! O católico vive na incerteza de quantas missas ainda serão necessárias para fazê-lo chegar ao céu.


Segurança para o presente e para toda a eternidade
Muitos protestantes vivem em incerteza semelhante, com medo de que tudo será perdido se eles falharem em viver uma vida suficientemente boa, ou se perderem sua fé, ou se voltarem as costas a Cristo. Existe uma finalidade abençoada da cruz que nos livra dessa insegurança. Cristo jamais precisará ser novamente crucificado; nem os que "foram crucificados com Cristo" ser "descrucificados" e aí "recrucificados"! Paulo declarou: "porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus" (Cl 3.3). Que segurança para o presente e para toda a eternidade! (Dave Hunt – TBC 10/95 – traduzido por Eros Pasquini, Jr.)



FELIZ PÁSCOA A TODOS OS QUERIDOS,
QUE O AMOR DERRAMADO NA CRUZ
POSSA ALCANÇA-LOS EM MISERICÓRDIA. 

MEU ABRAÇO DOCE E QUENTE A TODOS.




AMOR: COMO O “VÍNCULO DA PERFEIÇÃO” TORNA POSSÍVEL OBEDECERMOS A TODOS OS MANDAMENTOS DE DEUS



O motivo por que na vida espiritual não conseguimos nos tornar espiritualmente mais fiéis e a cada dia melhores, é porque consideramos sempre nossos deveres e desafios na sua multidão, e não reduzimos a multidão à unidade.





Esta é a razão por que a sabedoria e a providência divinas reduziram todas as suas leis a uma só lei, e todos os seus preceitos a um só preceito, que é o do amor.



Assim o declarou o apóstolo Paulo, o qual a este preceito um e único a que se reduzem todos os outros, chamou vínculo da perfeição: “E, sobre tudo isto, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição” (Cl 3.14).
A perfeição desatada constitui-se em infinitas virtudes, e infinitos atos de cada uma delas; porém atada e reduzida à unidade, é uma só virtude. E o que concluímos disso tudo?



Concluímos que a perfeição desatada e sem este vínculo, pela multidão em que se divide, é quase impossível de ser alcançada; porém, atada pelo vínculo do amor, pela unidade a que se reduz, torna-se acessível a todos nós.



Ouçamos, quanto a isto, o ensinamento do próprio Legislador divino, Jesus Cristo:
"Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra. Meu pai o amará, e viremos para ele e nele faremos morada. Quem não me ama não guarda asminhas palavras...” (Jo 14.23,24).
Para observarmos a diferença destes termos, não é necessário muito esforço. Aos seus mandamentos, Jesus os chama em um momentominha palavra, e em outro momento minhas palavras.
Quando lhe chama minhas palavras, diz que não se guardam; e quando lhes chama minha palavra, diz que se guarda. Por quê?



O próprio Texto Sagrado dá a resposta. É por que, no esforço para a cumprir, uns consideram a Lei de Cristo atada e unida pelo vínculo da perfeição, que é o amor; e outros a consideram desatada e desunida pela falta desse vínculo.
Quando a perfeição é considerada de maneira desatada, os mandamentos tornam-se muitos, e devido à sua multidão, é muito difícil obedecê-los; porém, quando a perfeição é considerada atada e unida, levando esses mandamentos a se tornarem um só pelo vínculo da perfeição, torna-se facílimo obedecê-los.



Assim como o apóstolo Paulo, escrevendo aos colossenses, reduziu a perfeição ao vínculo de uma só virtude, como já vimos; da mesma forma, escrevendo aos romanos, depois de relacionar todos os mandamentos, os reduziu a um só (Rm 13.9), e concluiu:



“De sorte que o cumprimento da lei é o amor”



Jefferson Magno Costa





LAR, DOCE LAR

 

Todos os vossos atos sejam feitos com amor.

1 Coríntios 16.14


 

Alguém afirmou que o termo lar
 tem a sua origem na palavra lareira,
lugar onde as pessoas se juntam e se aquecem.
A bem da verdade,
 lar é mais do que um lugar físico onde moramos.
É um lugar de relacionamentos,
 convívio e comunhão.
Muitos têm uma residência com endereço,
mas não têm um lar.

 

A doçura do lar consiste
na presença de Jesus (Mt 28.20).
 Nada se compara à presença de Jesus Cristo.
 É ele que leva o nosso fardo, mata a nossa sede,
abençoa o nosso pão,
 nos carrega em seus braços e nos guarda de todo mal.
Ele nos encoraja dizendo:
 “Não temas, porque eu sou contigo;
 não te assombres, porque eu sou o teu Deus;
 eu te fortaleço, e te ajudo,
e te sustento com a minha destra fiel” Is 41.10.



A doçura do lar é fruto da transparência,
do andarmos na luz, na retidão,
 na verdade, suportarmos uns aos outros,
 reconhecermos o senhorio de Cristo
 e nos enchermos cada dia
 do Espírito Santo.



Ore


 

Pai querido,
vem com o teu doce amor abraçar
cada membro da minha família para que
 possamos viver em um “lar, doce lar”.
No amor de Jesus. Amém.

 

Pense

 

O amor é característica do cristão maduro.







Assim veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. Jeremias 1:4-5








VOCAÇÃO NA BÍBLIA

A palavra VOCAÇÃO é muito usada e, quase sempre, usada indevidamente. É comum identificarmos vocação com tendência pessoal ou profissional. Antes de tudo é bom ver a origem e o sentido desta palavra. Vocação vem da palavra latina vocare = chamar. Vocatio = chamamento, chamar, eleger, escolher.

Então, se vocação é chamamento, deve haver alguém que chama e alguém que é chamado. Portanto, não é simples tendência ou inclinação pessoal, mas é chamada. E, se alguém chama, chama para alguma coisa, não chama atôa...

Estamos falando de vocação numa perspectiva de fé e de Igreja. Então podemos definir a vocação como: o chamado que brota do mais íntimo do ser humano, onde ressoa a voz de Deus. Portanto, vocação aqui tem uma dimensão essencialmente religiosa.

Vamos tentar refletir um pouco sobre a vocação na Bíblia, a vocação num enfoque bíblico e religioso. E o fazemos sem nenhuma preocupação interpretativa ou exegética, mas simplesmente segundo o texto.

A. A vocação no Velho Testamento

Podemos dizer que a vocação é um fato bíblico. O nosso Deus é um Deus que fala, que escolhe e chama pessoas para o serviço, para missões concretas e determinadas. Esta sempre foi a convicção presente na consciência do povo bíblico. Deus conduz a história e a iniciativa é sempre dele. Javé elege Israel porque o ama (Dt. 7,6-8). - Não foram os discípulos que escolheram Jesus, mas foi ele que os escolheu. "Não foram vocês que me escolheram, mas foi eu que escolhí vocês. Eu os destinei para ir e dar frutos, para que o fruto de vocês permaneça" (Jo. 15,16). A vocação é profundamente pessoal - Deus conhece e chama. Aliás é convicção bíblica que Deus conhece e chama as pessoas desde o ventre de sua mãe. "Eu ainda estava no ventre materno e Javé me chamou; eu ainda estava nas entranhas de minha mãe, e ele pronunciou o meu nome" (Is. 49,1).
O Velho Testamento fala de diversos tipos de vocação. Em contexto histórico concreto Deus escolhe pessoas para missões específicas. Encontramos na vocação bíblica alguns elementos característicos de toda vocação. Podemos dizer que duas coisas são fundamentais:

Ø toda vocação comporta o envio para uma missão,
Ø toda vocação exige ruptura com o passado.

Deus chama patriarcas, reis, sacerdotes, profetas, homens e mulheres...

A primeira grande história de vocação na Bíblia e a vocação de Abraão (Gn. 12, 1...). Abraão é chamado o pai da fé. Ele é chamado, acredita, deixa o seu povo e parte para o desconhecido.
Vocação de Moisés - num momento difícil da vida do povo hebreu Deus escolhe, chama e envia Moisés (Ex. 3).

Vocação de Samuel (1 Sam. 3).

Como Samuel, Davi é escolhido menino para ser rei e condutor do povo. Deus envia Samuel para ungir quem ele escolhera para ser o seu sucessor. Deus diz a Samuel: "Não se impressione com a aparência e estatura dele. Não é esse que eu quero, porque Deus não vê como o homem, porque o homem olha as aparências, e Javé olha o coração" (1 Sam. 16,7).
No Vellho Testamento o sacerdote é alguém que recebe um chamamento para uma missão especial. Ele é ungido para o serviço do templo (Ex.28,1; 29,1;30,30). "A unção lhes conferirá o sacerdócio perpétuo..."(Ex.40, 15b).

Muito significativa na Bíblia é a vocação-chamamento e envio dos profetas. Os grandes profetas bíblicos falam da própria vocação, dando testemunho do chamado divino individual, direto e imediato.

Ø Vocação de Isaias - Is. 6. Uma visão que se dá em um ambiente de glória...
Ø Vocação de Jeremias - Jr. 1
Ø Vocação de Ezequiel - Ez. 2,8-3 - O profeta come o rolo... doce como mel...
Ø Vocação de Jonas - Jonas 1 - O profeta tenta fugir de Javé para não cumprir a ordem que lhe é dada... - 3, de novo Javé o envia a Ninive.

Quase todos os profetas começam dizendo que a palavra de Javé lhes é dirigida. É a credencial do profeta. Ele não fala nem age em nome próprio. Ele é porta-voz. Nele é Deus que age.
A história do povo de Deus é uma história de teofania. Deus sempre se manifesta e conduz a história. É um Deus presente no caminho, na luta, na vida...

Na história do povo hebreu há duas linhas: a sacerdotal e a profética. Mas os sacerdotes, que deveriam estar a serviço do templo e do povo, acabam formando uma casta, mais comprometida com uma política corrupta do que com a fé.

É interessante observar que os profetas nada têm de oficial ou institucional . O profeta não está ligado ao templo ou à religião oficial. É alguém chamado e enviado para missões específicas. Pela sua coragem de questionar a situação presente e as estruturas que oprimem ele quase sempre foi visado e perseguido. O profeta é alguém que tem coragem de falar e agir, mesmo ferindo as tradições. Ele está comprometido com o Deus de Moisés, o Deus do Exodo,, o Deus que liberta...
Há algo interessante na tradição bíblica: quase sempre o vocacionado coloca obstáculo e resiste ao chamamento:

Ø Moisés diz que é gago e tem dificuldade em se comunicar. Deus coloca Aarão ao seu lado... (Ex. 4,10 segs.)
Ø Isaias diz que é um pecador - tem os lábios impuros... Um anjo toca os seus lábios com uma brasa, para o purificar.
Ø Jeremias diz que é apenas uma criança... Javé responde: "não diga que você é uma criança, você irá para aqueles que eu mandar falar e falará em meu nome..."
Ø Jonas foge...
Ø Maria diz: "eu não conheço homem..."

O vocacionado que assume a missão já não é o mesmo. Ele rompe com o passado. Deixa as redes...

B. A Vocação no Novo Testamento

No Novo Testamento, em Cristo, Deus está muito mais perto de nós. Em Cristo, todos são chamados, vocacionados para a santidade. Aqui Deus nos fala pelo seu próprio Filho (Heb. 1,2). Jesus afirma mais vezes que ele é enviado pelo Pai. Ele é o grande vocacionado para o projeto de Deus no mundo.

Ø Podemos dizer que a primeira vocacionada do NT é Maria (Lc. 1,26 segs.)
Ø João Batista é chamado desde o seio de sua mãe para ser o precursor e o profeta que recebeu não só a missão de anunciar, mas de preparar a chegada do Senhor... O 4º Evangelho diz que "João é enviado por Deus para dar testemunho da luz" (Jo. 1,6-8).
Ø Vocação dos Apóstolos - No início da sua atividade pública Jesus escolheu um pequeno número de homens. Ele chama 12 para o seu seguimento e já lhes deixa entrever a sua missão - "farei de vocês pescadores de homens (Mc. l,16-20). O atendimento é imediato, eles "deixam as redes e o seguem"... Ele chama gente do povo, nem mesmo chama os melhores, pois ele não veio para os justos, mas para os pecadores, Mt. 9,13. Chama para que ficassem com ele.
Ø Chama os 72 - (Lc. 10)...
Ø Chama o jovem rico... (Mc. 10,17-22)
Ø Quem é chamado deve seguir incondicionalmente (Lc. 9,57-62)...
Ø Vocação de Paulo (At. 9,1-30).

Partindo da tradição bíblica de que Deus chama pessoas para um profetismo ou uma missão no seio do povo, a Igreja sempre acreditou que Deus continua chamando para a evangelização e articulação da fé no seio do povo. O nosso Deus não é um Deus que falou no passado, mas que continua falando, comunicando-se conosco, chamando aquele que ele quer.

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Fr. Humberto Pereira de Almeida OP 
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JEREMIAS
“Jeová estabelece”

Sacerdote por nascimento - cap. 1:1-5, foi chamado para o ministério aos 21 anos.

Era um homem tímido, relutou em aceitar a missão. Cap. 1:6.


Jeremias faz ligação entre os profetas que anunciaram o cativeiro e aqueles que viveram durante o período do cativeiro.
Jeremias viveu no ano 626 a . C. Século VII.
Se Isaías é o livro do Filho, Jeremias é o livro do Pai.
Jeremias profetizou durante o reinado de cinco reis, num espaço de 41 anos, sem interrupção, até à tomada de Jerusalém. Cap. 42 a 44. Viveu 70 anos depois de Isaías.
Profetas contemporâneos de Jeremias: Habacuque e Sofonias, e no período final, Ezequiel e Daniel.
A vida do profeta Jeremias é a prova da vitória do poder de Deus na fraqueza do homem. LerJeremias 1:6.

O livro é uma combinação de história, biografia e profecia. O profeta Jeremias não se casou.

“Não tomarás mulher, não terás filhos
Nem filhas neste lugar. Jeremias. 16:2.

CONTEÚDO

· Prediz o cativeiro babilônico (70 anos). Cap. 25:11. Ler Daniel 9:2
· O povo segue cativo para Babilônia.
· Jeremias fica com os pobres em Jerusalém.
. Profecia sobre a conquista do Egito por Nabucodonosor. Cap.43:8.
· O povo, em rebeldia, segue para o Egito levando o profeta Jeremias como cativo, onde ele morre.
· Jeremias se destaca dos outros profetas, porque coloca “confissões e sentimentos pessoais” junto com as profecias.


· O profeta deixa transparecer momentos de desespero, cap. 20:7-13; amaldiçoa o dia do seu nascimento. Cap. 15:10-11 e 20:14-18.

· Através de seus sentimentos expressa melhor a tristeza de Deus pelo pecado do povo.Caps. 2:12-13; 9:1 e 13:17.

“Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do Senhor”. Jeremias 22:29.
“...como flautas soará o meu coração pelos homens”. Jeremias 48:36.
Jeremias foi fiel no cumprimento do seu ministério sempre em lutas com as oposições sofridas.
Alguns motivos do seu sofrimento:

• Natureza depressiva do profeta;
• Sozinho contra toda a nação.

O rei Jeoaquim desprezando a leitura das profecias, rasgou o livro e o lançou no fogo. Cap.36:22-24.

Perseguições até com risco de vida:

• Pela família - cap. 12:6;
• Pelo povo da sua terra natal - cap. 11:8;
• Pelo sacerdote - cap. 29:1;
• Pelos profetas populares - cap. 23:9, 28:1 e 29:8.

Foi preso várias vezes:

• Acorrentado ao cepo - 20:1-3;
• Ferido - 20:2 e 37:5;
• Preso num poço de lama - 38:6;
• Preso no átrio da guarda - 38:28.

Amaldiçoa os inimigos. Cap. 12:1-6; 18:21-23.

As imprecações têm sentido mais profundo do que simples vingança pessoal; representam, na visão do profeta, a necessidade da vitória de Deus e da manifestação de Sua Justiça ao mundo. A causa de Deus era a causa do profeta os inimigos de Deus eram seus também. A vontade de Jeremias estava totalmente ligada à vontade de Deus.

CURIOSIDADES

O livro contém 85 vezes a expressão “Senhor dos Exércitos”.
As orações de Jeremias e suas lamentações, em relação a própria vida, são conversas íntimas com Deus. Caps. 20:7-12; 17:13-17; 18:18-20.
Jeremias escreve uma carta aos cativos da Babilônia. Ler cap. 29:1-14.

LAMENTAÇÕES

O livro é uma elegia, um poema lírico de sentimentos tristes.

É considerado como um apêndice ao livro de Jeremias.

Autor: O profeta Jeremias.

CONTEÚDO

A destruição de Jerusalém e os sofrimentos do povo, pela fome, espada, miséria e opressão.
Foi escrito no tempo do cativeiro em forma de poema que, exprime a dor pelo abandono da cidade de Jerusalém.



O culto público havia cessado, havia fome e miséria.
Jeremias estava junto com o povo que ficou na cidade desolada.
São 5 poemas com 22 versos cada. Correspondem aos 5 capítulos do livro. O capítulo 3 é maior do que os demais, contém 66 estrofes, cada uma com 3 versos.
Cada verso começa com uma letra que corresponde às 22 letras do alfabeto hebraico.
Na tradução para o português, a poesia perde a sua beleza.
A finalidade do livro é ensinar o povo a não desprezar o castigo de Deus, nem sucumbir quando d'Ele receber justa punição; mas voltar-se para Ele, arrependendo-se, confessando os pecados cometidos, e esperar o perdão e o livramento.

“O Senhor não rejeitará para sempre; pois,


ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão
segundo a grandeza das suas misericórdias; porque não aflige,
nem entristece de bom grado os filhos dos homens”.

Lamentações 3:31-33.

“Por que, pois, se queixa o homem vivente?
Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.
Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los
e voltemos para o Senhor”. Lamentações 3:39-40.

CURIOSIDADE
Até hoje este livro é lido pelos judeus no dia em que relembram a destruição do templo, dia 9 de julho no nosso calendário. 

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Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos […] para que provasse a morte por todos (Hebreus 2:9).



Estrelas


                                                                             

Durante meados do primeiro século, milhares de judeus na Palestina creram em Jesus Cristo. Logo foram cruelmente perseguidos por sua própria nação e também pelos imperadores romanos. Muitos perderam a vida, sofrendo martírio, e outros tantos se tornaram escravos. Houve também quem desanimasse, até retornando ao judaísmo.

Por intermédio da epístola aos Hebreus, os cristãos perseguidos foram confortados, obtiveram novo ânimo, e se motivaram a perseverar naquele momento difícil. A fim de renovar o zelo deles pelo Redentor, essa epístola, que toca nosso coração do começo ao final, apresenta os incomparáveis méritos do Senhor Jesus Cristo.

Cristo é revelado como maior do que todos os profetas e anjos, superior a Moisés, Arão e Josué. As inumeráveis ofertas feitas sob a lei judaica eram uma mera “sombra” do perfeito sacrifício do Senhor Jesus Cristo na cruz. Os sacrifícios do Antigo Testamento não podiam expiar um único pecado. Eram apenas um lembrete que o pecado estava no mundo e apontava para a obra da redenção que Deus iria realizar por meio de Cristo.

Deus enviou Seu Filho ao mundo; Sua vida foi vivida em incessante concordância com Seu Deus e Pai. Isso O tornou adequado para o perfeito e definitivo sacrifício, que jamais precisaria ser repetido. É suficiente para salvar os que crêem nEle e em Sua obra expiatória.

Fonte: A Paz





9 FRASES DE DEUS PARA VOCÊ
1 - 'Deus não escolhe
pessoas capacitadas, Ele capacita os
escolhidos.'

2 - 'Um com Deus é
maioria.'
3 - 'Devemos orar 
sempre, não até Deus nos ouvir, mas até que
possamos ouvir a Deus.'
4- 'Nada está fora
do alcance da oração, exceto o que está fora
da vontade de Deus.'
5- 'O mais importante
não é encontrar a pessoa certa, e sim ser
a pessoa certa.'
6 - 'Moisés gastou:
40 anos pensando que era alguém; 40 anos
aprendendo que não era ninguém e 40 anos descobrindo o que Deus
pode fazer com um NINGUÉM.'
7 - 'A fé ri das impossibilidades.'
8 - 'Não confunda
a vontade de DEUS, com a permissão de DEUS.
9 - 'Não diga a DEUS
que você tem um grande problema. Mas diga
ao problema que você tem um grande DEUS.'
Um Desafio Para Você:
Se você não sentir
vergonha de fazê-lo, passe esse e-mail
para frente....mas, somente se você realmente sentir que sim !
DECLARAÇÃO:
Sim, eu amo Deus. Ele
é a fonte de minha existência, é meu Salvador.
Ele me sustenta a cada dia.
Sem Ele eu não sou
nada, mas com Ele eu posso todas as
coisas através de
Jesus Cristo, que me fortalece.
(Filipenses 4:13)
Isto é apenas um simples 

teste...
Se você ama a Deus
e não tem vergonha de todas as coisas
maravilhosas que Ele tem feito por você, mande este e-mail para
várias pessoas (cristãs ou não)
Deus te Abençoe!!!!








 A TI SENHOR TODA HONRA GLÓRIA E LOUVOR. DIANTE DE TI NÃO HÁ OUTRO.
AMO-TE SENHOR MEU CRIADOR.
.


PROVÉRBIOS 4

Ouvi, filhos, a instrução do pai, e estai atentos para conhecerdes a prudência.
Pois dou-vos boa doutrina; não deixeis a minha lei.
Porque eu era filho tenro na companhia de meu pai, e único diante de minha mãe.
E ele me ensinava e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos, e vive.
Adquire sabedoria, adquire inteligência, e não te esqueças nem te apartes das palavras da minha boca.
Não a abandones e ela te guardará; ama-a, e ela te protegerá.
A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento.
Exalta-a, e ela te exaltará; e, abraçando-a tu, ela te honrará.
Dará à tua cabeça um diadema de graça e uma coroa de glória te entregará.
Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se multiplicarão os anos da tua vida.
No caminho da sabedoria te ensinei, e por veredas de retidão te fiz andar.
Por elas andando, não se embaraçarão os teus passos; e se correres não tropeçarás.
Apega-te à instrução e não a largues; guarda-a, porque ela é a tua vida.
Não entres pela vereda dos ímpios, nem andes no caminho dos maus.
Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo.
Pois não dormem, se não fizerem mal, e foge deles o sono se não fizerem alguém tropeçar.
Porque comem o pão da impiedade, e bebem o vinho da violência.
Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.
O caminho dos ímpios é como a escuridão; nem sabem em que tropeçam.
Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido.
Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no íntimo do teu coração.
Porque são vida para os que as acham, e saúde para todo o seu corpo.
Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.
Desvia de ti a falsidade da boca, e afasta de ti a perversidade dos lábios.
Os teus olhos olhem para a frente, e as tuas pálpebras olhem direto diante de ti.
Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam bem ordenados!
Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal.

Deus nos convida a sermos Santos, afim de que possamos chegar a Ele... Deus tem saudades de você, Ele te ama, muito mais do que um simples pai, o Pai do céu quer te Abraçar.
Deus tem seu propósito em nossas vidas, nada é por acaso, entrega teu caminho ao Senhor, confia Nele, coloca-o em primeiro lugar no pódio de tua vida, confia, Ele te honrará grandemente, te abençoará abundantemente,  terás vitoria que o Glorificará o Nome do Deus todo poderoso!!!

Paizinho querido, louvado seja Teu Santo nome, Honra e glorias sejam dada a Ti, porque És digno de todo louvor e adoração . Amém

Yeshua, esse é o meu rei , veja tudo que Ele... a quem entrego-me sem reservas. Meu maior amor.



A Bíblia diz que o Meu Rei é o Rei dos judeus

Ele é o Rei de Israel
Ele é o Rei de Justiça
Ele é o Rei da História
Ele é o Rei do Céu
Ele é o Rei da Glória
Ele é o Rei dos Reis e
Ele é o Senhor dos senhores
Este é o Meu Rei!
Me pergunto se você o conhece?
Meu Rei é um rei soberano
Nenhum tipo de medida pode definir Seu amor ilimitado
Ele é Continuamente Forte
Ele é Inteiramente Sincero
Ele permanece para Sempre
Ele é Imortalmente Gracioso
Ele é imperialmente poderoso
Ele é imparcialmente misericordioso
Este é o meu Rei, Yeshua!
Ele é o Filho de Deus
Ele é o salvador do pecador
Ele é a peça central da civilização
Ele vive em Si mesmo
Ele é augusto
Ele é único
Ele é sem paralelo
Ele é sem precedentes
Ele é supremo
Ele é pré-eminente
Ele é a sublime idéia na literatura
Ele é a mais alta personalidade na filosofia
Ele é o problema supremo na alta crítica
Ele é a doutrina fundamental da teologia verdadeira
Ele é o único qualificado para ser um salvador totalmente suficiente
Me pergunto se você quer conhecê-lo hoje!
Ele é o milagre do século
Ele é o único capaz de suprir todas as nossas necessidades simultaneamente
Ele supre força para o fraco
Ele está disponível ao tentado e o atribulado
Ele se compadece e salva
Ele guarda e guia
Ele cura o doente
Ele limpa o leproso
Ele perdoa pecadores
Ele absolve devoradores
Ele liberta os cativos
Ele defende o fraco
Ele abençoa o jovem
Ele serve ao desafortunado
Ele honra ao velho
Ele recompensa ao deligente e 

Ele embeleza o humilde
Você o conhece? Você conhece Yeshua?
Meu Rei é a chave do conhecimento
Ele é a fonte da sabedoria
Ele é a entrada da libertação
Ele é o caminho da paz
Ele é a estrada da justiça
Ele é a vereda da santidade
Ele é o portão da glória
Ele é o mestre dos poderosos
Ele é o capitão dos conquistadores
Ele é o cabeça dos heróis
Ele é o líder dos legisladores
Ele é o superintendente dos vencedores
Ele é o governador dos governadores
Ele é o príncipe dos príncipes
Ele é o Rei dos reis
Ele é o Senhor dos senhores
Este é o meu Rei! Meu Rei...
Seu ofício é múltiplo
Sua promessa é certa
Sua luz é inigualável
Sua bondade não tem limites
Sua misericórdia é eterna
Seu amor nunca muda
Sua Palavra é plena
Sua graça é suficiente
Seu reino é justo
Seu fardo é leve e o Seu jugo é suave
Bem... Eu desejaria poder descrevê-lo para você...
Mas Ele é indescritível... O meu Rei é indescritível
Ele... Ele é incompreensível
Ele é invencível
Ele é irresistível
Estou tentando lhe dizer que os céus dos céus não pôde contê-lo, muito menos um homem explicá-lo
Você não pode tirá-lo de sua mente
Você não pode afastá-lo de suas mãos
Você não pode prolongar os Seus dias e não pode viver sem Ele
Os fariseus não o suportaram, mas descobriram que não podiam para-lo
Pilatos não achou falha nele
As testemunhas não conseguiram fazer com que seus testemunhos concordassem sobre Ele
Herodes não pôde matá-lo
A morte não pôde lidar com Ele, e a sepultura? A sepultura não pôde contê-lo
Este é o meu Rei!
Ele sempre foi e Ele sempre será
Estou falando sobre... [o fato que] Ele não teve predecessor...e não terá nenhum sucessor
Não havia ninguém antes dele... e não haverá ninguém após Ele
Você não pode depô-lo... Ele não irá renunciar
Este é o meu Rei!
Louve ao Senhor... Este é o meu Rei!
Teu, teu é o reino... o poder... e a glória
Todo o poder pertence ao meu Rei
Nós ouvimos falar por aqui de poder negro e poder branco e poder verde
mas o poder é de Deus
Teu é o poder tua é a glória
Tentamos conseguir prestígio e honra e glória para nós mesmos
mas a glória é toda dele
Teu é o reino... e o poder... e a glória... para sempre... e sempre... e sempre...
Quão longo é isso?
E sempre... e sempre... e sempre...
E quando você passar por todos os para sempre... então Amém!
Yeshua, Yeshua




Jesus eu te amo, por tudo que És
não por tudo que espero receber de Ti,
Te amo por tuas maravilhas para comigo
para com teu povo que se chama por Teu nome: filhos de Deus!
Constrói em mim, em meu coração uma expressão de amor,
pra que te posso adora-lo. 
Curvo-me diante de tua Santidade,
e prostrada aos Teus pés, declaro que, 
em mim, em minha vida cumprasse o Teu querer,
pois sei que nenhum sonho é maior que o Teu, 
e Tua vontade será sempre a melhor pra minha vida.
Amo-te  Deus, e se um dia eu esquecer  de ama-lo, 
acende em mim Pai, a chama do amor Divinal.
amém.

Obrigada a Janielma da Rádio Betel Fm( Pela dica) em ,PA,BA, BR.
Luzeiros do PAI

Coberto de luz como um manto,
Tu estendes o céu como uma cortina, ...
(salmo 104)
Assim diz o Senhor,
que dá o sol para a luz do dia
 e as fixas à lua e as estrelas para a noite...
(Jeremias 31, 35)

MINHA ORAÇÃO

SENHOR MEU DEUS
PAI DAS LUZES
TODA CRIAÇÃO TE BENDIZ
TE EXALTA POR TUAS OBRAS.
PAI AMADO,
EU NA MINHA HUMILDE CONDIÇÃO
 TE AGRADEÇO,
TE AGRADEÇO POR TANTA BELEZA
POR TUDO QUE CRIASTE
PELAS CORES QUE ALEGRAM MEU VIVER
PELAS DÁDIVAS QUE ME CERCAM
PELAS COISAS QUE COMPREENDO
E PELAS INCOMPREENSIVEIS TAMBÉM
PELAS QUE ACEITO,
MAS PRINCIPALMENTE POR AQUELAS
 QUE NÃO ACEITANDO ME ENSINAM
 A SER TOLERANTE.
PAIZINHO, TU ME DESTE UM LAR:
ADORNADO DE ESTRELAS,
COM CACHOEIRAS CHORONAS,
MARES DEMONSTRANDO O INFINITO,
COMO CORTINA AURORAS,
CREPÚSCULO,
 LUAS CHEIAS NAS NOITES SOLITÁRIAS,
DIANTE DE TODA BELEZA,
EU TE EXALTO.
E AINDA ME AMOU;
 DANDO-ME SEU MAIOR TESOURO:
SEU FILHO JESUS.
PERDOA-ME POR TUDO QUE SOU,
E OBRIGADA AMADO DEUS POR TUA GRAÇA,
TEU FAVOR IMERECIDO,
 TE AMO SENHOR,
AMÉM.



NATAL É A FELICIDADE DE UM DEUS TER NASCIDO PRA ME SALVAR!

AOS IRMÃOS FELIZ NATAL!!!

( O nascimento de Jesus retratado numa tela de 1535-40, pintada pelo artista florentino Agnolo Bronzino.)

Senhor Jesus

Senhor, nesta Noite Santa, 
depositamos diante de Tua manjedoura todos os sonhos,
todas as lágrimas e esperanças contidos em nossos corações.
Pedimos por aqueles que choram sem ter quem lhes enxugue uma lágrima.
Por aqueles que gemem sem ter quem escute seu clamor. 
Suplicamos por aqueles que Te buscam sem saber ao certo onde Te encontrar.
Para tantos que gritam paz, quando nada mais podem gritar.
Abençoa, Jesus-Menino,cada pessoa do planeta Terra, 
colocando em seu coração um pouco da luz eterna que vieste acender na noite escura de nossa fé. 
Fica conosco, Senhor!
Assim seja!


No dia 19 de novembro de 1997 aconteceu algo extraordinário: Bobbi McCaughey, da cidade de Carlisle, Iowa (EUA), deu à luz a sete bebês saudáveis. Com a notícia do nascimento bem sucedido dos sétuplos, o mundo pareceu fazer uma pausa para refletir, maravilhado e assombrado. Paula Mahone, a médica que fez o parto, expressou o que estava no coração de cada um: “Esta é uma situação singular”, disse ela. “Eu consideraria isto um milagre.”

Há dois mil anos, ocorreu um nascimento ainda mais extraordinário, singular e miraculoso. Esse não produziu as manchetes que os sétuplos da família McCaughey provocaram. Na verdade, relativamente poucas pessoas souberam que ele havia ocorrido. No entanto, os efeitos desse evento não apenas dividiram nosso tempo em duas partes – a.C. e d.C. –, como também estabeleceram para sempre um testemunho vivo do amor e da fidelidade de Deus. Naquela noite nasceu o Messias. O nascimento de Jesus de Nazaré não foi prematuro, nem tardio. Ele nasceu no tempo exato, de acordo com a agenda profética de Deus. Não se tratou de um acidente, ou de um golpe do destino. Tudo foi planejado, predito e prometido com centenas de anos de antecedência. O nascimento do Messias foi verdadeiramente uma vinda abençoada.
Uma pessoa abençoada
A identidade e a linhagem do Messias não foram deixadas ao acaso, pois Deus não queria nenhuma confusão sobre o assunto. Desde o começo, Ele foi revelando progressivamente quem viria a ser o Seu Ungido.


Depois que Adão e Eva pecaram, Deus amaldiçoou a serpente. Dentro dessa maldição estava a promessa de Alguém que viria e esmagaria a cabeça da serpente.
Depois que Adão e Eva pecaram, Deus amaldiçoou a serpente. Dentro dessa maldição estava a promessa de Alguém que viria e esmagaria a cabeça da serpente. Esse Prometido viria da descendência da mulher e seria um homem (Gn 3.15). Isso foi reiterado mais tarde, na promessa dada por intermédio do profeta Isaías: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu” (Is 9.6). Em outras palavras, o Messias não seria um anjo, um animal, ou alguma criatura incomum. Tampouco o Messias seria uma mulher. Deus prometeu levantar um ser humano, um homem, que um dia feriria mortalmente“a antiga serpente, que se chama Diabo e Satanás” (Ap 12.9).
As circunstâncias miraculosas cercando Seu nascimento dariam indicações de Sua natureza divina. Mais uma vez, por meio de Isaías, Deus fez uma promessa. À casa de Davi não seria dado um sinal de sua própria escolha, mas um sinal determinado por Deus: “eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel [literalmente: Deus conosco]” (Is 7.14).
Embora muitos debates tenham focalizado a questão se o termo hebraico “almah” deveria ser traduzido como “virgem” ou “mulher jovem”, os tradutores judaicos da Septuaginta (a tradução grega do Antigo Testamento) escolheram o termo grego “parthenos”, para indicar claramente o que entendiam que a palavra hebraica deveria significar, ou seja, “virgem”.Além disso, “parthenos” foi a palavra empregada por Mateus em seu evangelho, quando citou essa passagem de Isaías (Mt 1.23). Conseqüentemente, o sinal miraculoso que Deus iria conceder seria o fato de uma virgem conceber e dar à luz um filho.
Além disso, conforme indicado por Seu nome, esse Filho seria de natureza divina. Na tradição judaica, ensinava-se que nos tempos primitivos da história humana, pela ministração do Espírito Santo, as pessoas poderiam dirigir o futuro de seus filhos por intermédio dos nomes que lhes dessem (Gênesis Rabbah 37.7). Também era prática comum dar um nome à criança de acordo com um pensamento ou conceito indicativo da sua natureza. Por isso, quão significativo é que Deus, quando concedeu o sinal especial do Filho nascendo de uma virgem, deu-Lhe, Ele mesmo, um nome que revelava não apenas o que esse Filho faria, mas também o que Ele seria (“Emanuel”). Este menino especial seria Deus e Ele estaria conosco.
Estreitando ainda mais a árvore genealógica do Messias, Deus planejou que Ele viesse de uma nação específica – Israel (Gn 22.18; compare Gl 3.16); de uma tribo específica de Israel – Judá (Gn 49.10); e de uma família específica de Judá – a família do rei Davi (Jr 23.5). Portanto, esses eram os requisitos genealógicos e de nascimento para qualquer um que pretendesse reivindicar ser o Messias.
Uma época abençoada

Artaxerxes baixou um decreto que ordenava a reconstrução das portas e dos muros de Jerusalém. De acordo com Daniel 9.25, desta data em diante, um período de 69 semanas se encerraria na época em que “o Ungido, o Príncipe”estaria presente.
Os rabinos antigos pronunciavam uma maldição sobre qualquer pessoa que tentasse calcular a época da chegada do Messias (Sanhedrin 97b). Eles temiam que o povo perderia a fé se Ele não aparecesse na data calculada. Apesar disso, a época da primeira vinda do Messias é descrita em Daniel 9.24-27:“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. Depois das sessenta e duas semanas será morto (a Ed. Rev. e Corrigida diz: “tirado”) o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas.”
Nessa passagem, o anjo Gabriel informa ao profeta Daniel que “setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade”. Essas setenta semanas são semanas de sete anos cada, e não de sete dias – um total de 490 anos. O ponto de referência para iniciar a contagem é este: “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém”. O único decreto registrado nas Escrituras que encaixa historicamente com essa profecia é aquele baixado pelo rei Artaxerxes, em Neemias 2. Esse decreto, que ordenava a reconstrução das portas e dos muros de Jerusalém, foi editado no vigésimo ano do rei Artaxerxes – 445 a.C.
De acordo com o anjo Gabriel, em Daniel 9.25, desta data em diante, um período de 69 semanas, ou 483 anos, se encerraria na época em que “o Ungido, o Príncipe” estaria presente. Por meio de cuidadosos cálculos (empregando anos proféticos de 360 dias), eruditos bíblicos chegaram à conclusão de que as 69 semanas terminaram em torno do ano 32 d.C.[1]
Embora tenha havido debates a respeito da data precisa, não pode ser questionado que, de acordo com essa passagem, o Messias tinha que chegar e “já não estar” (v. 26) antes da destruição da cidade e do santuário (templo). Como Daniel recebeu essa profecia algum tempo após a primeira destruição de Jerusalém e do templo, em 586 a.C., essa segunda destruição tem de referir-se àquela efetuada pelo exército romano, em 70 d.C. Portanto, o Messias deveria chegar 483 anos depois de 445 a.C. e antes de 70 d.C.
Um lugar abençoado
Miquéias 5.2 (5.1 na Bíblia judaica) é uma promessa acerca da qual há a maior unanimidade entre eruditos cristãos e antigos estudiosos judeus – concorda-se que se trata de uma profecia messiânica: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade”.

O lugar abençoado do qual se originaria ou nasceria o Messias era Belém-Efrata.
De acordo com essa promessa, a pequena vila de Belém-Efrata seria o local de onde viria o Messias. Numerosas fontes judaicas antigas concordam com essa interpretação (Targum Jonathan sobre Miquéias 5.1; Lamentações Rabbah 1.16, parágrafo 51). Inclusive nos dias de Herodes, o Grande, sábios judeus compreendiam Miquéias 5.2 como sendo uma referência ao lugar de nascimento do Messias (Mt 2.4-6).
É significativo que o profeta Miquéias tenha identificado claramente qual Belém se tinha em vista, pois havia duas localidades chamadas Belém. Uma se encontrava no território dado à tribo de Zebulom, no norte (Js 19.15), enquanto a outra se localizava no território dado à tribo de Judá. Efrata era o nome original dessa segunda Belém. Ela distava aproximadamente oito quilômetros de Jerusalém para o sul e foi o lugar onde Davi nasceu e foi coroado rei.
Correspondendo à localização messiânica de Belém, existe um lugar chamado “torre do rebanho”. Nos dias bíblicos, os pastores muitas vezes vigiavam seus rebanhos de uma torre especialmente construída para isso. De lá, podiam observar a aproximação de bandidos ou animais selvagens. Miquéias 4.8 faz referência a essa torre: “A ti, ó torre do rebanho, monte da filha de Sião, a ti virá; sim, virá o primeiro domínio, o reino da filha de Jerusalém”. Uma antiga interpretação judaica considerava esse versículo como sendo messiânico e traduzia a expressão “torre do rebanho” por “Messias de Israel” (Targum Jonathan).
A única outra referência à “torre do rebanho” encontra-se em Gênesis 35.21: “Então, partiu Israel e armou a sua tenda além da torre de Éder [literalmente, “rebanho”]”. Isso ocorreu logo após a morte de Raquel, no caminho para Efrata, ou Belém (Gn 35.19). Assim, essa “torre do rebanho” encontrava-se próxima de Belém. Como resultado da localização da torre e da interpretação de Miquéias 4.8, outro Targum judaico traduz Gênesis 35.21 da seguinte forma: “Jacó partiu e armou suas tendas além da torre do rebanho, o lugar de onde o Rei Messias se revelará no fim dos dias” (Targum Pseudo-Jonathan).
Portanto, o lugar abençoado do qual se originaria ou nasceria o Messias era Belém-Efrata.
Um nascimento abençoado.
Na época em que o Messias chegou, a Palavra de Deus havia detalhado suficientemente como Ele poderia ser reconhecido simplesmente em termos de Seu nascimento, para não mencionar as profecias concernentes a toda a Sua vida. Tal detalhamento aponta para Jesus de Nazaré.
Em primeiro lugar, Jesus possuía a linhagem física correta. Ele nasceu de uma mulher, Maria, cumprindo assim os requisitos de um ser humano, um homem, nascido de uma virgem (Lc 1.34-35). Com respeito à Sua divindade, muitas passagens das Escrituras confirmam Suas obras miraculosas e Sua confissão pessoal (por exemplo, Jo 10.30-33). Ele também foi judeu – Mateus 1 e Lucas 3.23-38 confirmam que Jesus de Nazaré foi “filho de Davi, filho de Abraão” (Mt 1.1).
Em segundo lugar, Jesus nasceu no tempo certo. Obviamente, Ele viveu após 445 a.C. e antes de 70 d.C. Durante Seu ministério, Ele pregou que “o tempo está cumprido” (Mc 1.15).Como mencionamos acima, os eruditos bíblicos calcularam que ao redor do ano 32 d.C. cumpriram-se os 483 anos da profecia de Daniel. Mais especificamente, acredita-se que eles se encerraram exatamente nos dias em que Jesus foi aclamado como Messias e entrou em Jerusalém montado num jumentinho. Nessa ocasião, Jesus parou repentinamente e chorou sobre Jerusalém. Ele exclamou: “Ah! Se conheceras por ti mesma, ainda hoje, o que é devido à paz! Mas isto está agora oculto aos teus olhos... porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação” (Lc 19.42,44). A época da chegada do Messias havia sido proclamada pelo profeta Daniel. Mas os líderes judeus de então, representando a nação como um todo, não o reconheceram. Igualmente, em cumprimento da profecia de Daniel, Jesus foi “tirado” (Dn 9.26, Ed. Rev. e Corrigida), uma referência à Sua morte prematura por meio da crucificação. Até mesmo isso não ocorreu por acaso. A morte de Jesus tinha um propósito. Ele “a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos” (1 Tm 2.6).
Em terceiro lugar, Jesus de Nazaré nasceu no lugar certo – Belém. Ele não nasceu na Belém vizinha de Nazaré, apesar de José e Maria viverem em Nazaré. Em vez disso, Ele nasceu na outra Belém, a Belém-Efrata. Deus, em Sua providência, fez com que o imperador romano Augusto decretasse que em todo o império deveria ser realizado um recenseamento. Isso exigia que todos os cidadãos retornassem às cidades de seus ancestrais. Por isso, José foi obrigado a fazer uma viagem longa e difícil a Belém, juntamente com Maria, sua esposa, que se encontrava grávida. Enquanto ainda estavam lá, Jesus, o Messias, nasceu, exatamente como Deus havia planejado e prometido (Lc 2.4,7).
Um outro aspecto interessante do nascimento de Jesus é que “havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite” (Lc 2.8). Foi a esses pastores que a multidão de anjos proclamou o nascimento do Messias nas proximidades de Belém. Será que esses pastores se encontravam próximos da “torre do rebanho”, o lugar a partir do qual o Messias seria revelado?
A evidência confirma que Jesus de Nazaré foi a pessoa abençoada, nascida no tempo abençoado, no lugar abençoado. Como a identificação de um bebê, feita na maternidade, as marcas históricas identificadoras que envolvem Seu nascimento provam que, de fato, Sua vinda foi uma vinda abençoada.
Por ocasião do nascimento dos sétuplos da família McCaughey, foi dito que “o nascimento é apenas o começo da história, não o fim”. Com Jesus também é assim. (Bruce Scott - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)